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Índice de Desconforto Social – Um ‘senso’ de realidade (tema sociológico: TRABALHO, INTERAÇÃO SOCIAL E VIDA COTIDIANA) O QUE É: Produzir um livro-blog (texto e fotos) na internet sobre algum aspecto da vida cotidiana em Planaltina, e da interação social (trabalho & convivência) aí vivida. QUAL O OBJETIVO? Criar o IDS – Indicadores de Desconforto Social COMO? Segundo uma intervenção social dos aluno/as da turma de sociologia. PRÉ-PROPOSTA Uma comunidade é como um organismo humano. Precisa se alimentar, trabalhar, se divertir, se preparar, se organizar. Uma comunidade também gera resíduos, fica doente, sente fome, preguiça, ou produz gorduras. De vez em quando cada pessoa precisa fazsr exames completos para cuidar melhor da saúde, identificar causas de desconfortos e prevenir problemas futuros. Com uma comunidade deveria ser assim também. A convivência entre pessoas, famílias, vizinhos e organizações é cheia de fronteiras, interesses, conflitos e riscos de desconfortos. A maior parte destes desconfortos ocorre por descuidos ou por situações que podem ser resolvidas com equações simples e ao alcance de todos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ambiente contruido





Nós do grupo atoleiro, tivemos um foco voltado ao ambente contruido, com o grupo focal de moradores da faixa etária de 35 a 60 anos.



Audirene: "Moro aqui a um certo tempo e trabalho aqui na escola a quase 2 anos.
A qui temos variedade de cardápio todos os dias, o lanche ocorre as 8:40. Essa escola foi construida a muito tempo. Eu do nota 9,5 para a estrutura da escola porquem nem tudo é perfeito".







Zita: "Sou autonoma, Graças a Deus.Fiz o programa da radio, cheguei aqui em Janeiro de 1997, não havia nada, aqui era vago, muito vago, vinha contruir o posto arteziano, compravamos água suja para beber e demais funções. Quando cheguei aqui estava desempregada, não haviam visinhos. Até que foi crescendo, crescendo. A Feira hoje ja não tem qualidade, as barraquinhas eram de papelão, construidas pelos moradores. Houve uma época que o pessoal foram na administração, para resolver os problemas da feira, mas não adiantou, eles deixaram bem claro que não havia como interferir. A feira ainda continua sem teto, sem piso, sem água. O Benedito é o lider da comunidade, quando ele o arapoanga estava se erguendo aos poucos.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

GRUPO SERIEMA

UNB-FUP

Sociologia Aplicada ao Agronegócio
Professor Ricardo Neder

Componentes: Ingryd Carvalho Cabral, Isabella Sabrinni Mattos, Myrian Souza, Esdras , Sérgio Silva dos Santos, Deusilene Alburquerque e Maura Renata Gomes Pires.



Infra-estrutura e
Superestrutura no Arapoanga


O Arapoanga é uma região com aproximadamente 55.000 habitantes e que ainda está em processo de regularização.
A partir disso, condições de infra-estrutura nesse local ainda são precárias. A pavimentação ainda não chegou a alguns lugares, em outros falta redes de esgoto; a iluminação em determinadas áreas é deficiente; há entulhos e lixos nas ruas; escoamento de água a céu aberto. As estruturas econômicas precisam ser aperfeiçoadas, através de investimentos na região, na população e no comércio local, para assim movimentar e elevar os patamares sócio-econômicos do Arapoanga. Mas, mesmo com todas essas deficiências estruturais, a região vem apresentando progressos e tem evoluído, lenta, mas progressivamente.
Em se tratando de superestrutura (segundo marx, é um dos níveis da estrutura social, compreende a estrutura jurídica - o direito e o Estado - e a ideologia - moral, política,religião, etc.), a região do complexo do Arapoanga possui uma comunidade unida, que luta pela melhoria do local e se mostra ativa perante o governo. Provavelmente, devido a isso, o governo do Distrito Federal tem se mostrado presente, instalando postos policiais, de saúde; investindo nas escolas do bairro; na pavimentação, iluminação, esgotamento etc. E, com tudo isso, fazendo presente a política e o Estado em um local com necessidades urgentes.
Mesmo com todo o apoio governamental, o Arapoanga ainda necessita de fatores macro, como a qualidade de vida, englobando saúde, educação, estruturas físicas e ideológicas.
O bairro está “caminhando” e se os investimentos sérios permanecerem, a cidade evoluirá substancialmente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Grupo: Atoleito - Infra-estrutura

Apesar da demora, a obra de infra estrutura vem sendo cumprida no maior condomínio ilegal do DF. O centro de saúde foi inaugurado com muita festa.
A inauguração marca uma nova etapa na área de Saúde no DF. “São mais de 2 mil metros² de área construída, com equipamento e pessoal para atender aos moradores e aliviar a pressão sobre o HRP”, disse. Arruda falou que duas escolas estão sendo construídas em Arapoanga, além da Classe 1, que já foi inaugurada, e explicou que as obras de asfaltamento do setor estão pausadas por causa do período de chuva, mas voltam com força total até o final do ano. “Sei que as obras de asfaltamento estão tirando a paciência de vocês, mas até o final do ano não ficará uma rua sem asfalto”, prometeu. O evento de inauguração reuniu moradores e jovens alunos da escola local, além de músicos que se apresentaram antes do governador chegar.

O início das obras de instalação de redes de esgotos no bairro Arapoanga, em Planaltina, terça-feira (28), levou mais de 500 pessoas às ruas da cidade para comemorar mais infra-estrutura para o local. O governador Joaquim Roriz, a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, o deputado federal e secretário da Agência de Infra-Estrutura e Desenvolvimento Urbano, Tadeu Filippelli, e o presidente da Caesb, Fernando Leite, tiveram essas pessoas como testemunhas da assinatura da ordem de serviço que autoriza o início das obras. (28/03/2006).
Fontes:

http://www.planaltina.df.gov.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=34824

http://www.ayltongomes.com/index.php?option=com_content&task=view&id=374&Itemid=33

sábado, 26 de setembro de 2009

<<<<< IDS - Grupo Beta >>>>>



>>> Grupo Beta <<<






UnB/FUP

Sociologia Aplicada ao Agronegócio

Professor : Neder

Componentes : Bruno Fernando, Guilherme Menezes, Lohanny e Vinícius Freitas

Visita realizada dia 04 de Setembro de 2009

>>> Economia Local <<<



Arapoanga fica a 40 km do Plano Piloto. Só tem asfalto na avenida principal, que é a do comércio. O Bairro não tem galeria de águas pluviais, consequentemente a enxurrada corre pelas ruas. Nas casas não há saneamento básico. A violência é um dos principais problemas enfrentados pelos moradores e comerciantes da comunidade. Por essa série de problemas, a economia e o desenvolvimento do local ficam muito prejudicados. O governo não investe no local, os comerciantes não aumentam seus investimentos e a população, por não ter poder aquisitivo suficiente, não bancam um comércio mais forte.
Na comunidade é possível ver diversos tipos de comércio, quase todos eles propriedades de comerciantes locais. Não são grandes empresas e não atendem bem às necessidades da região.
Muitos moradores vão a outros bairros de Planaltina para fazer compras.
Existem famílias sustentáveis que são donas de pequenas chácaras na região e produzem boa parte do que consomem e ainda vendem do que sobra. É muito comum no Arapoanga, pessoas fazerem de suas casas local de vendas de seus produtos, quase exclusivamente agrícolas.
Pequenos produtores da comunidade implementaram o sistema de troca para completarem suas produções. Assim, quem necessita de um determinado artigo mas não produz, troca com outra pessoa que o produz, dando como moeda seu cultivo que interessa ao outro. Esse sistema é do primórdio do Agronegócio.
A violência talvez seja hoje o maior problema que impede a economia do Arapoanga de crescer. Apesar de possuir famílias de classe média, tem uma enorme desigualdade social,um dos pilares que sustenta a violência. Nos últimos anos, o governo foi ineficiente e deixou de lado a questão da segurança. Segurança pública agora é o assunto da moda. Isso porque a situação chegou ao caos. Os alvos dos bandidos não são apenas as classes mais altas da sociedade. A violência agora é democrática, não importa se é rico ou pobre, preto ou branco, não há escolha. Com a falta de segurança, os investidores ficam com medo, eixando de criar empregos, o que só piora a situação da sociedade local e prejudica ainda mais a economia.

<<<< Cooperativas Abastecem a Economia Local >>>>

Em Arapoanga também existem cooperativas que abastecem o Comércio local, é o caso de uma montada por donas de casa nesse bairro carente da cidade de Planaltina, com elas, banners que seriam jogados fora e ajudariam a poluir ainda mais o meio ambiente se transformam em belas bolsas. O trabalho da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos de Planaltina (Coaespt) é assim: ajuda a natureza, forma profissionais e emprega a comunidade.

Foram muitos testes até que se encontrasse um material bom de trabalhar, com custo menor e aceitação maior. As malhas e as tapeçarias ficaram para trás. Uma parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) chegou ao material ideal. “Algo que não é caro, que pode ser reutilizado e com retorno imediato. A ideia veio com a onda das ecobags (bolsas ecologicamente corretas)”, explica Elisângela, a tesoureira da cooperativa.

Tudo é reaproveitado. “Recebemos, lavamos e costuramos. Uma vez, ganhamos um banner tão duro e ressacado que deu vontade de chorar. Mas depois descobrimos que o material serviria de embalagem para as bolsas. Reutilizamos tudo”, conta, com orgulho, a presidente da Coaespt, Maria da Páscoa.

Produção


Maria da Páscoa mostra as bolsas produzidas pelas cooperadas.

Na linha de produção, a preocupação começa com a estampa dos banners. “Nada de rostos de famosos. Eles não autorizaram o uso da imagem. Tomamos cuidado com tudo para não levar processo”, explica Maria da Páscoa. O viés da lateral das bolsas (a mais simples custa R$ 8) também deve ser combinado e o recorte é feito sob medida, para não desperdiçar o material. Com tanta organização, a cooperativa, que tem 20 pessoas (cinco delas, costureiras), produz, em média, mil peças por mês. Na simplicidade da cooperativa, o trabalho é sempre aliado à qualidade de vida das cooperadas. Além de poder levar os filhos para o local, uma sala é reservada para que um monitor dê aulas para alfabetização complementar.

Oportunidade:

Pessoas interessadas em participar do curso da cooperativa devem morar em Arapoanga ou Planaltina. O endereço é Quadra 8, Conjunto I, Módulo 2, Área Central de Arapoanga. O curso é de graça.

>>> Entrevista <<<



Nesta Visita entrevistamos o Sr. Ismael, Proprietário do Mercado Compre Mais.
Ele é Comerciante desde Criança, quando trabalhava ajudando o seu Pai no Comércio e diz que está realizando seu sonho, tendo esta fonte de renda.


1. Há Quanto tempo o Sr. é dono deste Comércio?
Ismael : Tenho este estabelecimento há aproximadamente 6 Anos.

Como é feita a reposição do seu Estoque? É através de Produtores Locais?
Ismael : Ela é feita em partes através de Atacado, e de produtores Locais, pois tem alguns Produtos que só podem ser adquiridos em fábrica, por meio dos Fornecedores.

Somente com o Salário deste Comércio é possível sustentar sua Família ?
Ismael : Não, Infelizmente esse tipo de Comércio não tem um alto valor lucrativo.

Você tem alguma outra fonte de renda ?
Ismael : Sim, Também sou corretor de Imóveis.

Qual o Principal problema para o comércio local em sua opinião ?
Ismael : Com certeza são os assaltos, apesar desse fato nunca ter acontecido comigo.

O Senhor teme que o pior possa vir a acontecer?
Ismael : Sim a qualquer momento , todo dia corremos perigo !

O Governo ajuda de alguma forma? Na sua Opinião o que precisa Melhorar ?
Ismael : Infelizmente não. Falta melhorar a Segurança, só isso Basta!

Quando a demanda é baixa a oferta fica ineficiente, a economia fica seriamente comprometida. Essa é a realidade do Arapoanga, onde as pessoas não tem capital suficiente para sustentar um bom comércio e é possível notar diversos sinais de descaso total do governo, o único que poderia mudar a realidade da comunidade para melhor.
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Duvidas, Comentários ou Sugestões, envie-nos uma mensagem :















UnB/Fup.

Fonte de Pesquisa :http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/06/30/cidades,i=122561/LIXO+VIRA+LUXO+NAS+MAOS+DE+COSTUREIRAS+EM+PLANALTINA.shtml

quinta-feira, 24 de setembro de 2009




GRUPO SERIEMA

- QUALIDADE DE VIDA -

“... a única coisa permanente é o constante processo de mudanças...”

De ponta pé inicial, iremos abordar algumas questões importantes sobre este tema, embora seja sempre importante lembrar que a qualidade de vida tem algo de subjetivo, ou seja, próprio de pessoa para pessoa.
Muitos são os fatores que influenciam na qualidade de vida, e os mais importantes dependem de cada um de nós, da nossa visão do ideal, da nossa herança familiar e cultural, da fase da vida em que estamos, da nossa expectativa em relação ao futuro, das nossas possibilidades, do ambiente, da visão que temos do mundo e da vida, dos nossos relacionamentos, etc.
É claro que existem certas condições básicas, como: ter o que comer, morar, saúde, liberdade de escolha... Quando elas não existem, tornam-se prioridade número um e não há muito que discutir.

- QUALIDADE DE VIDA EM ARAPOANGA -

O Grupo Seriema foi até o local, para fazer um levantamento a respeito da qualidade de vida dos moradores de Arapoanga.
O primeiro entrevistado foi o comerciante Abmael, morador há 10 anos, que se mostrou satisfeito com o bairro, progressões, condições e reparos que o governo atual oferece.
No entanto, se sente insatisfeito com as condições de lazer, que são nulas, do policiamento do local e a demora da conclusão do trabalho de pavimentação, o que acaba prejudicando seu comércio, por conta da poeira.
Recém chegados à Arapoanga, João e Ademir (vendedores ambulantes), até o momento se mostram contentes com a segurança, e o melhoramento da pavimentação das ruas, se comparadas a outras cidades.
Já D. Ozane, que mora com o marido e os filhos, em casa própria, recebendo o auxílio da Renda minha, que contribui para o acréscimo da renda da casa, apresentou como principais problemas, a deficiência no sistema de esgoto, pois a água corre para a rua, e também a carência de melhoria no sistema educacional. Assim como Abmael, D. Ozane se mostra descontente com a falta de lazer do bairro.
Pode-se notar, a partir das informações, que Arapoanga também é um bairro ainda carente de certas melhorias, podendo acrescentar assim a deficiência na coleta de lixo, sistema de saúde um pouco precário, entre outros aspectos que contribuem para uma boa qualidade de vida.
Mesmo com alguns problemas, os moradores se sentem satisfeitos e sempre esperançosos, devido às melhorias que vem ocorrendo, certos de que: “... a única coisa permanente é o constante processo de mudanças...”


Em breve mais atualizações!!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Grupo Management




  • GDF e Governo Federal se unem pelo bem de Arapoanga.

No dia 28 de março de 2009 foi realizado o III Encontro Diálogos Distritais que tem por objetivo principal ouvir a comunidade para criar políticas públicas que de fato sejam proveitosas.

Embora não houvesse um grande número de moradores da comunidade do Arapoanga, o Diálogo foi considerado pelos idealizadores do projeto um dos mais produtivos. Na voz de Carlos, morador da cidade do Arapoanga há 14 anos, o governo e a CUFA (Central Única das Favelas) puderam reforçar a importância da presença do governo na região, “A educação e a cultura ajuda e muito o cidadão. Sinto muito porque a comunidade em peso não está presente aqui. Os nossos jovens precisam de lazer. Antes tinha e era ótimo. Tem muita gente boa do lado artístico também”.

Reinaldo Chaves, representante do Governo Federal, frisou ainda a importância da região do Arapoanga para o governo, “Elencamos um grau de prioridade para desenvolver as atividades. A comunidade do Arapoanga, por ser uma das cidades mais violentas do Distrito Federal nos faz pensar em como estabelecer uma lógica de paz com enfrentamento. O jovem está mais exposto a rua e experimentações e Arapoanga não tem espaços de debate, cultura, um espaço público saudável para envolver estes jovens”. Reinaldo terminou sua fala dizendo que a rua também é um local importante para o jovem, por ser a rua o maior exercício de sociabilização, “Não é a saída tirá-los da rua e sim, tornar a rua um ambiente saudável”, conclui.

A moradora Sílvia Gomes concordou com todos os presentes, mas cobrou políticas para os idosos e adultos. “Não há projetos que as pessoas de 30 anos estejam inclusas, tem muita gente nesta idade que está desempregada e precisa de uma ocupação também. E os idosos? Eles também precisam”.

Fonte: http://dialogosdistritaisdf.blogspot.com/2009/03/arapoanga-gdf-e-governo-federal-unidos.html

Será que depois desse e outros encontros alguma coisa mudou em Arapoanga?

  • 4 de Setembro de 2009, policiais da 31ª DP (Planaltina) receberam informações de que dois adolescentes embarcariam em direção ao Plano Piloto para roubarem veículos. Na abordagem foi constatado que um dos menores estava com mandado de busca e apreensão expedido pela Vara da Infância e da Juventude.

Os agentes também realizaram uma busca no barraco alugado pela dupla, localizado na Quadra 12, Conjunto N – Arapoanga/DF, quando encontraram um revólver, calibre 38, municiado com quatro cartuchos, um celular, R$ 24 e aproximadamente 800g de maconha.

Os dois adolescentes, que foram apreendidos nesta quinta-feira (3) e encaminhados a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), assumiram que a droga era destinada à venda.


É... Pelo visto os jovens continuam nas ruas do Arapoanga, um ambiente violento, o qual, eles estão expostos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Grupo Gama

UNB
Sociologia Aplicada ao Agronegócio
Professor Ricardo Neder
Componentes do grupo:
Daniele Novaes, Juliana Novaes, Ruimar Pereir, Pedro Paulo Moraes, Thaís Miranda e Verônica Teles.









ARAPOANGA E AS RELAÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS – BREVES CONSTATAÇÕES

A turma de sociologia realizou no último dia 4 de setembro visita ao bairro Arapoanga. Sob a orientação do Professor Neder fizemos algumas observações de questões sócio-ambientais atreladas aos aspectos: segurança, educação, lazer, infra-estrutura e saúde.


APRESENTAÇÃO

A visita, como primeiro contato com o bairro, visou perceber como está o nível de satisfação dos moradores com relação as necessidades individuais quanto a segurança, educação, lazer e infra-estrutura. O tempo, aproximadamente uma hora, não permitiu colher opinião significativa dos moradores. Entrevistamos três policiais, dois servidores, a vice-diretora de uma escola e cinco moradores. O resultado apresentamos a seguir.

    1. Segurança

  • Visão institucional:

O governo instalou há um ano um posto policial na comunidade. Os militares informaram que há incidência diária de assaltados à mão-armada e furtos. Freqüentes casos envolvendo consumo e tráfico de drogas. O efetivo é de cinco militares, o posto funciona 24h. Uma viatura é utilizada para os serviços de ronda e atendimento das ocorrências. O relacionamento com a comunidade, segundo os policiais é bom, e a comunidade estaría satisfeita e sentindo-se mais segura com suas presenças. Os militares questionam se a criação do posto oferece maior vantagem à população do que o sistema de vigilância que é mais abrangente dado a sua mobilidade. Também ouvimos reclamações quanto a carreira que não assegura planos de ascendência.

  • Visão dos moradores:

Segundo um morador, das proximidades do posto policial, não há mais ocorrência de assaltos ao seu pequeno estabelecimento comercial. Antes ocorria semanalmente.

Uma moradora não vê vantagem nenhuma na presença dos militares, segundo ela, quando são acionados alegam falta de viatura e recomendam que procurem atendimento no posto policial de Planaltina.

Também ouvimos reclamações quanto aos incômodos causados pelos consumidores de drogas que oferecem riscos aos moradores pelos desvios de conduta quando sob o efeito de drogas, além de propiciar a violência.


    1. Educação

O bairro possui três escolas de ensino fundamental. Realizamos a visita a uma delas.

  • Visão institucional

Entrevistamos a vice-diretora da Escola de Ensino Fundamental. Ela nos relatou que a atividade fim é realizada da segunda a quinta série. O relacionamento com a comunidade é avaliado semestralmente e o resultado é ótimo. A escola trabalha com os alunos: educação ambiental para a preservação de meio-ambiente.

  • Visão dos moradores

Percebem que a escola possui boas instalações. Há falta constante de professores, o que tem prejudicado a continuidade dos estudos dos alunos.


    1. Lazer

As opções de lazer no bairro são escassas. Existe uma quadra de esportes que não atende à população do bairro por inteiro, devido a sua localização não ser centralizada. Os moradores relatam que no bairro não há outra forma de lazer.

    1. Infra-estrutura

  1. Esgoto e asfalto

  • Visão institucional:

As obras de instalação da rede de esgoto estão em andamento. As ruas onde a rede já foi instalada o asfalto já começou. Os trabalhos estão lentos porque segundo o site do governo as verbas de financiamento não foram liberadas pelo programa Pró-Morar da Caixa Econômica Federal.

  • Visão dos moradores

O clima é de ansiedade, pois o sistema de fossa séptica não lhes é seguro e pode comprometer o lençol freático. As ruas sem asfalto produzem poeira, compromete o ar e em dia de chuva o trânsito é precário. Contudo acham que o sacrifício valerá a pena.

4.1 Lixo

O serviço de coleta de lixo é realizado três vezes por semana e considerado satisfatório.


    1. Saúde

Segundo moradores existem na área um Posto e um Centro de Saúde. Não houve tempo suficiente para conhecer as unidades de saúde.

Poucas opiniões, mas contundentes, relatam que o Centro de Saúde não atende convenientemente a população. Alegam que o número de médicos é insuficiente. O Posto de saúde, segundo eles, não dispõe de outros serviços além de aferição de pressão e temperatura corporais.

6. Transporte

Segundo os moradores os ônibus não circulam por entre as ruas do bairro. As paradas ficam na estrada que passa ao largo obrigando-os a deslocaram-se até as paradas ali situadas.


CONCLUSÃO

Na rápida visita ao Arapoanga alguns aspectos podem ser destacados. A ocupação se deu por imigrantes vindos de várias partes do país atraídos à Brasília com objetivo de alcançarem melhores condições de vida para si e seus familiares. A pressão por moradia reflete o quadro desenhado em várias áreas do DF. A ocupação sem coordenação acarreta inúmeros problemas sociais. A velocidade com que esses espaços territoriais são ocupados nem sempre vem acompanhada da infra-estrutura e dos serviços necessários à população. Consequentemente não é difícil encontrarmos pessoas sentindo-se desconfortadas por não ter acesso à escola e instalações, professores etc, suficientes para atender as demandas por educação. Na área de saúde pública crianças e adultos poderiam receber os primeiros atendimentos e um Centro de Saúde com corpo clínico, equipamentos e instrumentos que viabilizassem tratamentos para patologias de menor gravidade. A instalação de rede de esgoto e o asfaltamento das ruas trazem desconfortos mas, estão criando uma expectativa salutar no meio da comunidade pelas facilidades que virão e o sentimento de valorização do ambiente e dos imóveis. Entre os entrevistados pode- se perceber a predominância de dois perfis: o incomodado e o acomodado. O primeiro é insatisfeito com a situação do local e queixa-se dos serviços prestados e da qualidade de vida do bairro. O segundo é conformado, acredita que essas dificuldades fazem parte da vida e só com o tempo serão transformadas.

Desconhecemos a existência de representação da sociedade organizada para canalizar as reivindicações da comunidade, não as identificamos devido a exigüidade do tempo.


BIBLIOGRAFIA

a) Programa providência – Microcrédito para profissionais de baixa renda. http://www.providence.org.br/casostipicos11.htm

b) Art It. http://www.itweb.com.br/

c) Administração Regional de Planaltina. http://www.planaltina.df.gov.br/

d) Governador do Distrito Federal. http://www.gdfdireto.df.gov.br/ GDFDireto/ site/papo_direto.aspx?idpergunta=82790

e) Secretário de Educação do Distrito Federal. http://www.gdfdireto.df.gov.br/ GDFDireto/site/papo_direto.aspx?idpergunta=82815

f) VI EXPOPLAN – no Parque Agropecuário – Planaltina. http://www.agenciabrasilia.

df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=86410

g) JUSTIÇA ITINERANTE. http://www.planaltina.df.gov.br/

Grupo: atoleiro _ infra-estrutura




Quem somos?
Somos alunos da UnB de planaltina. Do grupo Atoleiro, cujos mebros são, Fabiano, Cintia, Vinicius, Caio, Lucas e Luiz Eduardo. Estamos realizando uma pesquiza sobre o IDS no Arapoanga.
Percebemos claramente a falta de infra estrutura do local.
Considerado o maior ilegal condominio do DF.
Alguns moradores relatam que ao chegarem no local só havia mato, cerrado.



Moradora Edna ~> Moradora que trabalha nafeira.

"Fico muito chateada com a feira do local. Precisamos de segurança, o governo prometeu melhora e até agora não cobriu o této da feira. Se chover não tem como trabalhar. Quando cheguei aqui só havia mato. A energia tem tempo que foi colocada nas casas. Apoio da CEB, não tem. Falta água, luz, piso e segurança aqui na feira (local de trabalho)".




Moradora Maria ~> " Trabalho na feira e essas obras demoradas prejudicam muito, tanto a saúde, quanto o trabalho. O acesso a internet, não temos contato com computadores. Em questão à educação o governo investiu e pelomenos os meus filhos estudam. O posto de saúde, tentei muitas vezes fazer um exame, mas por auxência de médicos não foi possivel. Existem 2 postos de saúde, mas o primeiro ( o mais antigo) atende somente idosos e alguns casos. O segundo ( mais novo) serve para outrs casos, mas faltam muitos médicos".



Moradora Eolanda ~> dona de casa
" Nesse posto ( o mais velho) eu vim buscar remédio para pressão, não tem médicos, pois eles estão cuidando do caso da gripe H1N1. O governo está colocando esgoto, mas ainda existem muitas casas sem esgoto. O micro ônibus é sempre lotado e caro. Tenho um filho que estuda no Estela, ele pega micro ônibus e ainda tem que descer para escola a pé. Pelo tempo que moro aqui, as coisas foram mudando aos poucos, mais ainda tem que melhorar bastante. Não temos nenhuma área de lazer, inclusivel, tenho um filho que foi baleado brincando na rua. Cadê a cegurança? Se existisse área de lazer provavelmente meu filho não teria sido baleado.O governo ajuda, mas não o suficiente. O bolsa escola, da para comprar algumas coisinhas".


Moradora Marlene ~> vendedora
" Essa construção não está muito boa, precisa de organização, as crianças estão adoecendo muito rápido. Na verdade é um quebra galho. O centro de saúde atende as minhas necessidades, está bom. A feira, ano passado foi a mesma coisa em questão do piso da feira. Eu tenho medo de comprar carne lá, por causa da poeira, eu pago IPTU e até muito tempo eles não resolveram nada".


Moradora Gabriele ~> professora de uma creche.
"A segurança é mais ou menos, não temos área de lazer, o acesso a internete é somente na escola. As aulas as vezes só vão até 10 horas. A educação tem melhorado bastante, mas precisa melhorar mais".
Percebemos claramente em noticiarios objetivo de transformar o Arapoanga, em uma cidade, por isso, deve-se as obras demoradas, pois o goveno está trazendo obras de infra-estrutura, educação e agora, saúde. Isso ja é um grande avanço

Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas e associações no Arapoangas


Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.

Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

Quem somos?
Alunos da Universidade de Brasília que cursam Gestão do Agronegócio na Faculdade UnB Planaltina e tem como intuito a realização da pesquisa e o debate com a população acerca do Tema Cidadania no Bairro de Arapoangas (Planaltina-DF) que possui mais de 50.000 habitantes, para elaboração do Índice de Desconforto Social.
O que é cidadania?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário. (Juarez Távora - Militar e político brasileiro; (www.webciencia.com/18_cidadania.htm) A virtude da Ação da Cidadania se afirma pelo seu grande potencial de mobilização. Por essa fantástica rede de líderes comunitários, descentralizada e autônoma. Cidadãos que têm a mesma dificuldade, ou um pouco menos do que aqueles que defendem, dedicam seu tempo e esforço para disseminar a idéia de cidadania como a conquista de um direito de todos. ( http://www.acaodacidadania.com.br/) Entrevistas realizadas no dia 03/09/09 com os moradores do Arapoangas Questionário: 1.Qual é qualidade do Saneamento Básico? 2. Qual a situação legal da região (terrenos e imóveis registrados)? 3. Qual avaliação você faz da educação, saúde e segurança? Por quê? 4. É disponibilizado acesso às informações, cultura e esporte? 5.Qual a perspectiva de melhora? Respostas: Morador1: Desempregada, trabalhando provisoriamente como diarista, disse que o saneamento é ruim, pois, falta rede de esgoto. Mora com mais 06 pessoas numa casa legalizada pertencente à sogra. Considera a educação, saúde e segurança ótimos, mas ainda falta acesso gratuito à internet que só pode ser feito através de lan houses e não tem perspectiva de melhoras. Morador2: Comerciante, falou que o saneamento básico é precário, mora num imóvel sem registro, avalia a educação, saúde e segurança como razoáveis. Não há acesso gratuito a internet e tem baixa perspectiva de melhorias. Morador3: Empregada, classifica o saneamento básico precário, mora num imóvel sem escritura com 04 pessoas, possui carteira assinada com renda de até 03 salários mínimos, estudou todo o ensino médio, aprecia a educação, saúde e segurança como razoáveis, porque o Sistema de Educação Integral só atende aos alunos que estudam até a 4ª série do Ensino Básico. Tem acesso à internet, contudo tem de pagar pelo serviço. Poucas perspectivas. Entrevistado4: Policial Militar que estava fazendo ronda relatou acerca da redução da criminalidade na região, ocorreu aumento do número de policiais que trabalham no Arapoangas, mas falta efetivação dos mesmos, haja vista que a maior parte encontra-se contratada temporariamente.O soldado salientou o respeito da comunidade para com eles, afirmando - “ É o melhor possível, estamos sendo melhor vistos pela população”. A questão da cidadania no Arapoangas A partir de entrevistas com moradores, pode-se perceber que as principais preocupações dos cidadãos se referem à questão da segurança e de trabalho, sendo que a primeira leva uma desagregação social muito grande por parte da comunidade como: medo de sair de casa à noite e além de não deixarem seus filhos fazerem amigos no lugar onde vivem. Segundo moradores, já existiram várias cooperativas na região, contudo, a única que funciona atualmente está localizada próxima à feira e é responsável pela fabricação de bolsas. Apesar de tudo, as pessoas sabem, sim, exigir seus direitos e melhorias. Porém, o que falta, é a interação e a ação conjunta dos moradores. Essa desagregação acontece devido à falta de crença da comunidade em ações efetivas do governo O grupo Mufasa poderia intensificar o estudo de campo ajudando a comunidade a formar grupos para resolução dos problemas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Grupo Management



  • Quem somos nós?

    O grupo management da Universidade de Brasília, do curso Gestão do Agronegócio tem como integrantes: Beatriz Gomes M. de Moraes, Joao Paulo Cabus D. Batista, Pedro Henrique Vasconcelos Pires, Rafael Cardoso da Silva, Rodrigo Cardoso de Santana, Sara Guedes Teixeirense e Weyvisson de Mesquita Matos. O grupo tem como objetivo relatar no blog o Índice de Desconforto Social (IDS), relacionado à política pública, existente em Arapoangas, Planaltina através de pesquisa e a partir das interações socias feitas na comunidade.

    Políticas públicas são definidas como todas as ações de governo, divididas em atividades diretas de produção de serviços pelo próprio Estado e em atividades de regulação de outros agentes econômicos. Um conjunto de regras, programas, ações governamentais com o objetivo de resolver problemas sociais nas diversas esferas, benefícios e recursos voltados para promover o bem-estar social e os direitos do cidadão.

    Entrevistas (Feita no dia 03/09/09 com os moradores – Arapoangas, Planaltina)


    Questionário:

    1. Como você se sente em relação ao governo da sua cidade?
    2. Quais são suas necessidades diárias? Elas estão sendo atendidas?
    3. Quais foram as promessas políticas que foram efetivadas?
    4. Você se lembra em quem votou? Votaria novamente neste candidato?
    5. Para você, qual é a causa principal da insegurança existente na comunidade?

    Respostas:

    Morador 1: A trabalhadora autônoma e moradora do Arapoangas há muitos anos, diz que o governo age muito pouco para melhorar a cidade, os políticos com intenção de ajudar surgem apenas nas épocas de eleições e depois abandonam os moradores. A segurança não existe, a moradora não se sente segura nem para andar na rua, diz ela não se lembrar dos políticos em que votou, mas não está muito satisfeita com os atuais políticos.

    Morador 2: Morador há nove anos relata que a cidade melhorou depois da entrada do atual governador. Para ele a segurança é muito precária e o posto policial que deveria proporcionar segurança à população é ineficiente. Para ele a causa do elevado índice de criminalidade no local é o desemprego.

    Morador 3: Moradora há quinze anos diz que, a cidade teve uma notável melhoria desde que o governador Arruda assumiu o cargo. O principal problema da cidade é a falta de segurança, o único posto policial não é eficaz. O posto de saúde não tem médicos e o atendimento é péssimo. As escolas são boas, mas falta infra-estrutura e somente a rua principal é asfaltada.

    Morador 4: Para o morador que vive na comunidade desde 1995 o governo Arruda fez grandes mudanças na cidade, mas ainda existem muitas coisas a serem feitas. Existe carências na educação, saúde e segurança. As melhorias feitas pelo governo são a criação de escolas, do posto de saúde e do posto policial.

    Morador 5: Comerciante da cidade parabeniza o atual governo, de acordo com ele as promessas têm sido cumpridas, o processo é lento mas está sendo feito. Com a existência do posto policial a segurança melhorou, porém apenas nas regiões próximas, faltam viaturas e policiais. No posto de saúde faltam médicos. O principal e mais grave problema, segundo o comerciante, é a falta de segurança.

    Arapoangas, Planaltina é uma cidade que apresenta muitos sintomas de desconforto social, com diversos problemas sociais e que a longo prazo pode ser possível efetuar melhorias significativas, elevando a qualidade de vida da população local.

    Já é uma grande iniciativa do governo asfaltar a cidade, o que indica uma melhoria. Veja o vídeo- Mensagem do Secretário de Obras do DF sobre asfaltamento:
    http://www.youtube.com/watch?v=avpYX05AP_g