Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas
Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.
Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro
Arapoangas: Formado a partir do Êxodo Rural
O Arapoangas, Planaltina-DF começou a se formar a partir da saída das pessoas do campo para a cidade (êxodo rural). Esse êxodo rural provocado pela modernização agrária expulsou as pessoas do campo, inclusive de outros estados brasileiros. Tais pessoas além de migrarem por causa da dificuldade por causa do “atraso” tecnológico de produção, buscavam na Zona Urbana a ilusão de se empregarem na indústria e no comércio.
Ao chegaram no Arapoangas, esse migrantes compraram terrenos para construção de moradias, criando uma espécie de favela. Anteriormente, esses terras eram chácaras, as quais sofreram loteamento e urbanização desordenada e degrada ambientalmente. Como conseqüência há hoje uma comunidade com altos índices de desigualdades sociais, educação ruim, falta saneamento básico, acessibilidade à informática e a internet, saúde precária, desemprego e segurança insuficiente. Por causa das dificuldades, a população realiza trocas de produtos alimentícios. Além disso, existe pequenas Cooperativas, associações e entidades representativas que lutam por melhores políticas públicas e diminuição das desigualdades sociais.
FONTE: Informações coletadas a partir de entrevistas e depoimentos dos próprios moradores do Arapoangas.
Conceito de Êxodo Rural
“Êxodo” significa “emigração”, “saída”. Ou ainda, no antigo teatro romano, o “episódio cômico subseqüente a uma tragédia”. Mas, no caso de êxodo rural, o episódio definitivamente não é cômico, mas, é subseqüente a uma tragédia. Ou pelo menos indicativo de uma.
Geralmente o êxodo rural ocorre devido à perda da capacidade produtiva, ou à falta de condições de subsistência, em determinado local que acarretarão no êxodo rural para outra localidade rural, ou, o êxodo rural para localidades urbanas. O mais comum, o êxodo rural para localidades urbanas, acarreta uma série de problemas sociais, estruturais e econômicos para os lugares para onde os “retirantes” se deslocam, legando ao “êxodo” um significado bastante pejorativo.
O êxodo pode também ser chamado de “migração” quando dentro das fronteiras de um país ou território, ou “emigração” quando acontece de um país, ou território, para outro.
No caso do Brasil, podemos citar vários períodos de migração ao longo de sua história que se caracterizam pelo abandono do campo em busca de melhores condições de vida nas cidades.
Na história do Brasil, por exemplo, podemos citar a migração das regiões do nordeste onde predominava a agricultura da cana, para o sudeste onde floresciam as culturas de café ou mesmo para o norte, para os seringais. E, mais tarde, em tempos mais recentes, lá pela década de 50, se inicia uma nova migração, desta vez para a nova capital do país, Brasília. A migração para Brasília fez surgir inúmeras cidadelas que não estavam nos planos de infra-estrutura e que, por terem se instalado nos arredores da grande capital, foram chamadas de “cidades-satélite”.
O Brasil presenciou o seu período de maior êxodo rural entre as décadas de 60 e 80 quando aproximadamente 13 milhões de pessoas abandonaram o campo e rumaram em direção aos centros urbanos. Isso equivale a 33% da população rural do início da década de 60.
Os principais motivos dessa migração em massa foram a expansão da fronteira agrícola, o modelo de urbanização que incentivava o crescimento das médias e grandes cidades criando oportunidades de empregos que atraíam os moradores do campo, e, a estratégia de modernização da agricultura que incentivava as culturas de exportação e os sistemas modernos de agricultura, práticas que, por sua vez, utilizam menos mão-de-obra que a agricultura tradicional, forçando os trabalhadores excedentes a procurarem outra forma de sustento. Tanto no Brasil, quanto em outras regiões do mundo, o êxodo rural ocasiona o crescimento desordenado dos centros urbanos, gerando um verdadeiro caos social. Sem planejamento as cidades não conseguem fornecer as condições sanitárias e de infra-estrutura básicas aos novos moradores gerando miséria, doenças e mais bagunça.
Mas o êxodo rural também traz prejuízos para o campo podendo, inclusive, transformar algumas cidades em verdadeiras “cidades fantasma”. Isso ocorre quando toda a população deixa a cidade em busca de melhores oportunidades ou por causa de alguma tragédia natural (como uma grande seca ou um furacão, por exemplo).
FONTE: http://www.infoescola.com/geografia/exodo-rural/
Visão Sociológica
A grande indústria aglomera num mesmo local uma multidão de pessoas que não se conhecem. A concorrência divide os seus interesses. Mas a manutenção do salário, este interesse comum que têm contra o seu patrão, os reúne num mesmo pensamento de resistência - coalizão. A coalizão, pois, tem sempre um duplo objetivo: fazer cessar entre elas a concorrência, para poder fazer uma concorrência geral ao capitalista. Se o primeiro objetivo da resistência é apenas a manutenção do salário, à medida que os capitalistas, por seu turno, se reúnem em um mesmo pensamento de repressão, as coalizões, inicialmente isoladas, agrupam-se e, em face do capital sempre reunido, a manutenção da associação torna-se para elas mais importante que a manutenção do salário. [...] Nessa luta - verdadeira guerra civil -, reúnem-se e se desenvolvem todos os elementos necessários a uma batalha futura. Uma vez chegada a esse ponto, a associação adquire um caráter político.
As condições econômicas, inicialmente, transformaram a massa do país em trabalhadores. A dominação do capital criou para essa massa uma situação comum, interesses comuns. Essa massa, pois, é já, em face do capital, uma classe, mas ainda não o é para si mesma. Na luta, [...], essa massa se reúne, se constitui em classe para si mesma. Os interesses que defende se tornam interesses de classe. Mas a luta entre classes é uma luta política.
[...]Uma classe oprimida é a condição vital de toda sociedade fundada no antagonismo entre classes. A libertação da classe oprimida implica, pois, necessariamente, a criação de uma sociedade nova. Pra que a classe oprimida possa libertar-se, é preciso que os poderes produtivos já adquiridos e as relações sociais existentes não possam mais existir uns ao lados de outras. De todos os instrumentos de produção, o maior poder produtivo é a classe revolucionária mesma. A organização dos elementos revolucionários como classe supõe a existência de todas as forças produtivas que poderiam se engendrar no seio da sociedade antiga.
Isso significa que, após a ruína da velha sociedade, haverá uma nova dominação de classe, resumindo-se em um novo poder político? Não. A condição da libertação da classe laboriosa é a abolição de toda classe, assim como a condição da libertação do terceiro estado, da ordem burguesa, foi a abolição de todos os estados [aqui, estado significa as ordens da sociedade feudal e de todas as ordens.
A classe laboriosa substituirá, no curso do seu desenvolvimento, a antiga sociedade civil por uma associação que excluirá as classes e seu antagonismo, e não haverá mais poder político propriamente dito, já que o poder político é o resumo oficial do antagonismo na sociedade civil.
Entretanto, o antagonismo entre o proletariado e a burguesia é uma luta de uma classe contra outra, luta que, levada à sua expressão mais alta, é uma revolução total. [...] Não se diga que o movimento social exclui o movimento político. Não há, jamais, movimento político que não seja, ao mesmo tempo, social.
Somente numa ordem de coisas em que não existam mais classes e antagonismos entre classes as evoluções sociais deixarão de ser revoluções políticas. Até lá, às vésperas de cada reorganização geral da sociedade, a última palavra da ciência social será sempre: "O combate ou a morte: a luta sanguinária ou nada. É assim que a questão está irresistivelmente posta".
Fonte: Transcrição de: amavelmente cedida por "O Vermelho" MARX ( 1847) para Marxists Internet Archive, 2004. HTML por José Braz para Marxists Internet Archive, 2004. Site: http://www.marxists.org/portugues/marx/1847/04/luta-class-luta-polit.htm
Grupo cidadania
ResponderExcluirEm nossa primeira ida à feira de arapoanga, a mesma se encontrava fechada devido a sua exclusividade de abertura aos domingos; o conhecimento daquele ambiente comercial fora chocante, pois a carência em todas as áreas é tremenda. A próxima visita realizada pelo grupo, desta vez em um dia de funcionamento , revelou-nos o quanto é difícil o manuseio, estadia e armazenamento dos produtos comercializados. O chão de erra batida predomina de modo absoluto, e é onde estão erguidas as bancas, muitas ja se encontram com a estrutura comprometida. No local é feita a venda dos mais diversos alimentos, roupas, objetos eletrônicos...Pode-se encontrar de tudo ali, apesar do gravíssimo problema de infra-estrutura. Sobrevive em meio tudo isso, uma associação de diz fazer p que está ao seu alcance, porém os trabalhadores queixam de sua eficiência, Há um impasse que sem dúvida acarreta prejuízos ao estabelecimento. A feira sofre com problemas a anos, e por estar em uma área irregular fica impossibilitada de receber ajuda governamental. É importante ressaltar que apesar de não possuir uma cobertura de qualidade, banheiros limpos e arejados, energia elétrica, dentre outros, a feira não apresenta problemas de sujeira. Por fim, salientamos o lamento dos feirantes em ver que muitos moradores das proximidades recorrem a outras feiras, mercados e sacolões da cidade, mesmo sendo mais distantes, isso devido as condições em que se encontra a unica feira do bairro.
Excelente trabalho que foi fonte de pesquisa, muito importante para constuirmos a história de nossa escola. Realmente nos seus primeiro tempos o Arapoanga e sua população sofreu muitos desconfortos, próprios de aglomeramentos sociais não planejados. Parabéns pelo trabalho acadêmico de alto valor !!
ResponderExcluir