Grupo Gama, integrado por: Daniele, Juliana, Ruimar, Pedro Paulo, Rodrigo e Thaís.
Grupo espanhol propõe mudar a paisagem de Brasília com a transformação do lixo e a preservação do meio ambiente. Trabalho começou com os jovens de Arapoangas, Itapoã e EstruturalToda cidade produz lixo. Mas cada cidade produz o seu lixo, ou seja, o grau de progresso de uma comunidade determinará o tipo de material que ela irá descartar. O alto poder aquisitivo da população de Brasília produz um tipo de lixo diferente daquele que é recolhido nas comunidades do Entorno da capital federal.
Essa constatação foi feita pela equipe do grupo espanhol Basurama, que esteve nesta segunda quinzena de setembro em Brasília ministrando oficinas e palestras sobre o melhor aproveitamento do lixo na cidade. Basura, em espanhol, quer dizer lixo.
É de onde deriva Basurama, cujos integrantes são exímios artesãos do lixo. Em parceria com o Instituto Cervantes, a Universidade de Brasília e a Central Única de Favelas (Cufa), o Basurama fez um levantamento da situação do lixo na capital federal e deixou sua principal marca transformada em arte em pelo menos três comunidades do DF: Arapoangas e Itapoã, em Planaltina, e cidade Estrutural.
A intervenção do grupo na paisagem de Brasília tem sua razão de ser. O Basurama foi convidado para fazer parte do elenco que já começa a transformar a paisagem da cidade com a proximidade de seu 50º aniversário. O trabalho do Basurama havia começado bem mais cedo, com os jovens de Itapoã e de Arapoangas. Bem antes, no início de agosto, o grupo havia visitado Arapoangas, Estrutural, Itapoã e Lixão para tomar pé da situação, contatar pessoas e dar andamento às pesquisas.
TRABALHO FOI TODO DOCUMENTADO EM VIDEOO trabalho do Basurama foi todo documentado em vídeo pelo Instituto Cervantes, que ainda montou uma exposição com o apoio da Casa da Cultura da América Latina na UnB (CAL) e Central Única de Favelas (Cufa/DF).
Em visita ao aterro da Estrutural, o grupo pôde ter uma ideia do que se iria fazer dali para a frente. A primeira constatação foi de que Brasília não era aquela cidade ideal, progressista, modelo de desenvolvimento. Como os demais centros urbanos, a capital do país não tem a devida consideração com o lixo que produz. O resultado é o que se viu: uma montanha de lixo jogada sem nenhum tratamento, um mau cheiro insuportável, precárias condições de trabalho para quem vive da cata e a presença constante e oportunista dos urubus.
Esses cenários tiveram grande influência na aplicação dos trabalhos práticos junto às comunidades do Entorno. Para o grupo, o importante é que isso se reflita na criação de objetivos representativos de Brasília.
Restos de uma cidade consumista
Miguel Mister, um dos integrantes do grupo espanhol, estimula os jovens a pensar e definir a cidade em que vivem a partir do que sentem. Como acrescenta Ângela Leon, outra integrante, a proposta é criar objetos que representem a cidade. Pela observação do pessoal do Basurama, Brasília produz um lixo diversificado, demonstrando ser uma cidade consumista. O lixo candango se diferencia do produzido em Madri, onde objetos pessoais ou móveis são comuns, demonstrando uma sociedade elitista, ou o lixo de Montevidéu, mais simples, em que se destacam garrafas, latas e papelão.
O que chama atenção do pessoal da Basurama é a imagem de descaso com as pessoas que fazem do Lixão da Estrutural o seu meio de vida. Segundo eles, é fundamental que se invista urgente na coleta seletiva e em um trabalho social pela redução da produção de lixo pelas pessoas. Criado na Escola de Arquitetura de Madri, Espanha, em 2001 o projeto Basurama nasceu com a proposta de estudar fenômenos inerentes à produção maciça de lixo, real e virtual, na sociedade de consumo, incluindo novos indicativos que possam atuar como geradores de pensamento e atitude.
Quem sou eu
- IDS Arapoanga
- Planaltina, DF
- Índice de Desconforto Social – Um ‘senso’ de realidade (tema sociológico: TRABALHO, INTERAÇÃO SOCIAL E VIDA COTIDIANA) O QUE É: Produzir um livro-blog (texto e fotos) na internet sobre algum aspecto da vida cotidiana em Planaltina, e da interação social (trabalho & convivência) aí vivida. QUAL O OBJETIVO? Criar o IDS – Indicadores de Desconforto Social COMO? Segundo uma intervenção social dos aluno/as da turma de sociologia. PRÉ-PROPOSTA Uma comunidade é como um organismo humano. Precisa se alimentar, trabalhar, se divertir, se preparar, se organizar. Uma comunidade também gera resíduos, fica doente, sente fome, preguiça, ou produz gorduras. De vez em quando cada pessoa precisa fazsr exames completos para cuidar melhor da saúde, identificar causas de desconfortos e prevenir problemas futuros. Com uma comunidade deveria ser assim também. A convivência entre pessoas, famílias, vizinhos e organizações é cheia de fronteiras, interesses, conflitos e riscos de desconfortos. A maior parte destes desconfortos ocorre por descuidos ou por situações que podem ser resolvidas com equações simples e ao alcance de todos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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