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Planaltina, DF
Índice de Desconforto Social – Um ‘senso’ de realidade (tema sociológico: TRABALHO, INTERAÇÃO SOCIAL E VIDA COTIDIANA) O QUE É: Produzir um livro-blog (texto e fotos) na internet sobre algum aspecto da vida cotidiana em Planaltina, e da interação social (trabalho & convivência) aí vivida. QUAL O OBJETIVO? Criar o IDS – Indicadores de Desconforto Social COMO? Segundo uma intervenção social dos aluno/as da turma de sociologia. PRÉ-PROPOSTA Uma comunidade é como um organismo humano. Precisa se alimentar, trabalhar, se divertir, se preparar, se organizar. Uma comunidade também gera resíduos, fica doente, sente fome, preguiça, ou produz gorduras. De vez em quando cada pessoa precisa fazsr exames completos para cuidar melhor da saúde, identificar causas de desconfortos e prevenir problemas futuros. Com uma comunidade deveria ser assim também. A convivência entre pessoas, famílias, vizinhos e organizações é cheia de fronteiras, interesses, conflitos e riscos de desconfortos. A maior parte destes desconfortos ocorre por descuidos ou por situações que podem ser resolvidas com equações simples e ao alcance de todos.

sábado, 31 de outubro de 2009

ALFABETA

AlfaBeta - Trabalho Informal e Economia Local

Umas das realidades mais presentes no Distrito Federal, até mesmo por sua configuração de crescimento ao redor de Brasília, é a situação de cidades - dormitórios.

Acima Moradores de Arapoanga chegando de seus trabalhos

São poucas as localidades que oferecem oportunidade de absorção da força de trabalho em idade ecomicamente ativa, e quando muito, essa mão-de-obra é de extrema especialização e salários poucos atrativos. Com sua história construída a partir da grilagem de terras, sem planejamento urbano,territorial ou humano, o Arapoanga, em sues cerca de vinte anos de existência , padece do mesmo mal.Inicialmente um loteamento parcelado em glebas de até cinco mil metros quadrados, voltados para a classe média ( inclusive um de seus primeiros nomes foi " Setor de Mansões Arapoanga "), rapidamente a região foi povoada por migrantes e moradores da cidade na busca pelo direito constitucional à moradia.

Arapoanga

Cerca de cinco anos após seu início, o loteamento já alcançava os vinte mil moradores que já faziam frente à atenção governamental em relação à infraestrututa, que no totallmente inexistente.Da metade da década de 1990 para cá, o bairro inflou-se ultrapassando a marca dos cinqüenta mil habitantes. Sendo a cidade de Planaltina-DF já deficitária no que concerne à absorção da massa em idade produtiva e conhecida cidade-dormitório, ficou evidente a impossibilidade de alocação dessa força de trabalho existente na localidade do Arapoanga, o que levou a comunidade, com ajuda das organizações de bairro, associação de moradores e cooperativas locais, a buscar alternativas a essa realidade. Dos comerciantes locais - inicialmente na clandestinidade,devido à dificuldade burocrática em regularizar seus empreendimentos - aos empreendedores informais, o comércio local tenta se estabelecer como alternativa à precariedade do acesso ao emprego fora da região de Planaltina -DF.

Forma de Comércio Clandestino

Por iniciativa dos moradores organizados houve a criação da feira de produtores locais,em funcionamento precário até hoje, onde se escoa a produção da região e se absorve pequena parcela da mão-de-obra local. Mão-de-Obra que também tenta ser absorvida pelas cooperativas de corte ecostura, além da reciclagem. Dentre as dificuldades encontradas no acesso ao local de trabalho está inevitavelmente a distância, aumentada pela falibilidade do sistema de transporte local e a periculosidade do acesso aos pontos de ônibus.

Precariedade das paradas de ônibus

Há Vinte Anos sofrendo com dificuldade de acesso, com a economia local incapaz de criar alternativas para gerar posots de trabalho, a população do Arapoanga aguarda a iniciativa governamental e até mesmo do terceiro setor, para sanar, ou ao menos minimizar, a realidade de cidade-dormitório, pois com a economia local mais dinamizada e com mais vagas de trabalho, haveria o retorno econômico com geração de renda, qualidade de vida, e o mais importante, dignidade.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas e associações no Arapoangas


Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.

Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

Cooperativa de Trabalhadoras Autônomas de Arapoangas (COAESTP)

Dois grupos de mulheres empreendedoras têm recebido a atenção do Programa Providência já há algum tempo: a COAESTP - Cooperativa de Trabalhadoras Autônomas de Arapoanga- Localizada na Quadra 08, Conjunto I, Módulo 2, Área Central do Arapoangas, e a Associação Semente dos Buritis II, ambas em Planaltina do DF. São costureiras, bordadeiras, tapeceiras, artesãs, inclusive com especialização na produção de "biscuit", que desenvolvem uma série de habilidades produtivas que lhe dão sustentação e às suas respectivas famílias, superando todas as dificuldades que as pessoas de mais baixa renda costumam enfrentar. Verdadeiras heroínas. Exemplos de vida. A Cooperativa de Arapoanga, que em seu início contava com oitenta membros, estava atuando apenas com um grupo de vinte mulheres, dadas as limitações financeiras e operacionais da Entidade: faltavam-lhe, principalmente, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios e matéria-prima, embora já contasse com o apoio orientador e fundamental do SEBRAE, na capacitação dessa mão-de-obra e no processo de comercialização de seus produtos. Agora já são 42 mulheres engajadas no trabalho. A situação não era muito diferente na Associação de Buritis II, onde oito mulheres, quase todas também mães-de-família, donas-de-casa, lutavam contra todas as dificuldades, inclusive na estruturação da própria entidade. Foi com esse pano-de-fundo que buscamos o apoio da FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL em prol dessas duas Entidades, o que se tornou realidade com a aprovação de projetos que viabilizaram a aquisição de máquinas de costura - inclusive de características industriais e semi-industriais -, galoneiras, de pregar botões, de fechamento de bolsas, tesouras, cadeiras, ferro de passar, bancadas de trabalho, armários, enfim uma série de equipamentos indispensáveis ao desenvolvimento das atividades produtivas, além de matéria-prima para um período de três meses, como forma de dar condições e tranquilidade para a expansão do nível de produção dos dois grupos. O Projeto de Arapoanga somou R$ 20.079,22e, o de Buritis II, R$ 5.727,46. Ao mesmo tempo, o SEBRAE promoveu diversos cursos, desde aqueles voltados para o aperfeiçoamento de questões administrativas e gerenciais, como, também, para a melhoria da qualidade dos produtos e, até mesma, na sua redefinição - como a criação do segmento de malhas, por exemplo -, diante do levantamento de novos mercados para o escoamento da produção. Atualmente, a Cooperativa de Arapoanga e a Associação Semente dos Buritis estão em pleno funcionamento, produzindo - com melhor qualidade e mais variedade -, ampliando seu quadro de sócios e de trabalhadoras. E os mercados começam a se abrir para possibilitar o escoamento da produção, por meio de ações do SEBRAE, que está viabilizando exposições, inclusive em outros estados - particularmente em São Paulo. Assim, graças aos recursos da FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL, associados às orientações do SEBRAE, e sob a cobertura do Programa Providência, estamos vendo, o fortalecimento de duas entidades produtivas formadas em áreas carentes, mas cheias de pessoas trabalhadoras e competentes, que, sem dúvida, poderão constituir-se em exemplo de superação, de sucesso empresarial e de desenvolvimento social, baseados no trabalho e na seriedade, em prol da elevação da renda familiar e da geração de ocupação e emprego. Ademais desse apoio financeiro e de capacitação, observam-se outros movimentos, a exemplo do que se vê em Arapoanga, com a presença do Banco do Brasil na instalação de estação digital, mediante a doação de microcomputadores, ação essa voltada para a inserção de jovens e adultos no mundo da informática.


Fonte: http://www.providence.org.br/casostipicos11.htm



Grupo Mufasa: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.
Grupo Focal: Mapeamento de entidades representativas e associações no Arapoangas
Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas e associações no Arapoangas

Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.

Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

Grupo de Capoeira "Quilombo de Zumbi"

O Grupo de Capoeira "Quilombo de Zumbi", foi criado a alguns anos no Arapoangas, Planaltina-DF. É uma entidade representativa dos adeptos da arte, esporte e diversas atividades . Atualmente, o grupo é coordenado pelo Sr° Manoel Nazareno juntamente com pessoas da comunidade e oferece aulas de capoeira que beneficia inúmeras crianças e adultos da região local.

"Capoeira é uma Arte Marcial que combina elementos de dança com luta, corpo e alma, ao som de instrumentos e cânticos, seguindo um ritual específico, durante o qual se desenrola um “jogo”, dentro dum círculo formado pelos praticantes (a Roda).Surgiu como uma maneira de expressar a ânsia pela liberdade e ao mesmo tempo como uma forma de divertimento, tornando-se numa poderosa arma contra a opressão.Condenada e perseguida, a capoeira conseguiu superar os preconceitos do início do século e alcançar novos horizontes. É tida como uma das formas mais completas de trabalhar o corpo e a mente.A Capoeira conquista diversos espaços por todo o mundo, onde se pode encontrar adeptos dessa arte que ensina ritmo, força, disciplina, defesa, poesia e agilidade. Simboliza liberdade de expressão e mantém viva a essência de um povo que faz parte da história do Brasil e agora do Mundo". (http://www.ebcportugal.com/capoeira.html)

Portanto, pode-se olhar a capoeira de várias sentidos, como de arte, cultura, educação, esporte e entre outros, dependendo do papel e da intervenção social da mesma.

Grupo Gama: educação ambiental e reciclagem

O lixo sempre foi considerado algo ruim pela sociedade. Por atrair bichos, insetos e causar doenças. Também por ter um cheiro ruim causando um desconforto social. Além do que os resíduos mal amarzenados não só podem causar danos a saúde humana, mas pode causar danos ao meio ambiente.

Com o passar do tempo a visão de que o lixo é algo ruim e pobre foi mudando, pois o lixo hoje pode ser reciclado e gerar outros matériais. Esses matériais podem gerar riquezas e movimentar a economia. Existem hoje no Brasil, comunidades e pessoas que vivem da reciclagem do lixo, transformando-o em várias coisas, dependendo do tipo de material. Alguns exemplos são os lixos orgânicos, que devidamente separados podem virar adubos ou lixo como latinhas ou garrafas pet podem ser transfomadas em bolsas, blusas, cintos e muitas outras coisas.

Para que ocorra um processo de reciclagem com excelência, a sociedade deve se conscientizar e separar o lixo. A coleta seletiva é muito importante, pois alem de ajudar o planeta pode ajudar uma pessoa ou até uma comunidade. O lixo não é pobre como pensavam, ele pode trazer riquezas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Grupo Gama: Segurança e Educação Ambiental

Na segunda visita ao Arapoanga, tentamos associar nosso tema central – Educação e Segurança Ambiental – ao nosso grupo focal: as donas-de-casa. A educação ambiental, lazer e arborização foram temas centrais na visita. Colhemos algumas considerações:

“ Necessita de área de lazer”. Celina, moradora local, tem filhos de 12, 18 e 19 anos de idade. Tem esperança de melhoria do bairro e ressalta a necessidade de áreas de lazer, de auto-atendimento bancário ou agências e lotéricas, ficando dependente de ir até Planaltina para resolver suas pendências. Os projetos sociais são realizados apenas na região externa, próximo a pista principal que liga Arapoangas a Planaltina. A moradora disse que o cinema móvel era uma boa idéia e gostaria que retornasse mais vezes ao bairro.

“ Necessita de área de lazer”,Celina


Outra moradora, Maria, tem um filho de 10 anos. de idade. Aprova o projeto de período integral na escola, pois acredita que as crianças fazem algo de produtivo, são afastadas das ruas e, consequentemente, da criminalidade. Considera o bairro muito perigoso devido à violência e um único posto policial não é o suficiente para manter a segurança do bairro.

Ana Chavier foi a moradora que mais se mostrou interessada na arborização do bairro. Jardins e árvores fazem falta para tornar o ambiente mais agradável. Ela acredita que deve haver vontade política e da comunidade para que o bairro prospere e que por intermédio da educação pode-se reduzir a criminalidade.

A falta de arborização é uma questão pouco importante para os moradores. Alguns estão satisfeitos com a situação e outros dizem que poderia haver mais arborização, mas mesmo assim não está ruim. Há uma série de outras questões como o asfalto, esgoto e segurança que são prioritárias para os habitantes. A conservação do meio ambiente e a arborização são benefícios que ainda não estão difundidos no bairro.

Grupo Gama
Componentes: Daniele, Juliana, Pedro Paulo, Ruimar, Rodrigo, Thaís e Verônica.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento das associações e entidades representativas do Arapoangas

Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.

Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

Associações no Arapoangas

Arapoanga é uma comunidade de que lógico como qualquer outra tem seus problemas de violência, falta de compromentimento tanto do governo como da própria comunidade e muitas vezes a falta desse comprometimento gera a falta de cidadania. Mas não significa que todos deixam por isso mesmo.
Pesquisa realizada pelo nosso grupo mostra que na regiao tem diversas associações implantando projetos de cunho social e realizando mudanças na cidadania da cidade,
uma dessas associações tentando mudar o quadro de desemprego está realizando 1(um) projeto que se baseia em trabalhos remunerados ajudando a vida de pessoas.
Esse projeto se estrutura em 20(vinte) horas semanais com a remuneração de 1(um) salário mínimo para os participantes do projeto. Essa iniciativa por parte dessa associação tem o objetivo de melhorar tanto a vida dos participantes como as pessoas que eles ajudam, isso mostra uma melhora significativa na vida dos participantes, pois, agora eles podem gozar de direitos, respeitar ao próximo e alendo mais cumprir com obrigações

sábado, 3 de outubro de 2009

>> Grupo Beta <<

UnB/FUP
Sociologia Aplicada ao Agronegócio
Professor : Neder
Monitor: Pedro (Sgt. Pepper)
Componentes : Bruno Fernando, Guilherme, Lohanny e Vinícius Freitas
Visita realizada dia 29 de Setembro de 2009


Arapoanga é uma comunidade com uma enorme variedade de comércios que se aglomeram na Principal avenida, a comercial, e expandem-se para o interior do bairro. Quase todos eles são propriedades de famílias que dependem de seus lucros para viver. São pequenas empresas abastecidas principalmente por atacado, fundamentais para a economia local.
“Atacadão” é um Comércio que vende em grandes quantidades para o comércio de varejo. Ou seja, por exemplo: há grandes distribuidores de alimentos que vendem para grandes, médios e pequenos empreendedores, que são varejistas e vendem diretamente para o consumidor. Esse é o sistema comercial que predomina no Arapoanga. As microempresas da comunidade fortalecem as empresas atacadistas e sustentam uma região muito carente através de suas vendas.
As pequenas empresas são predominantes na comunidade. Elas têm um importante papel na economia local, pois geram empregos diretos ou indiretamente, aquecendo a economia e fazendo o PIB aumentar. A maioria dessas pequenas empresas são administradas em família e as vezes isso acaba atrapalhando um grande negócio.

O principal grupo focal na Economia local, acaba sendo mesmo os comerciantes e são eles quem melhor podem resumir o sistema comercial do Arapoanga, como é o caso de Abimael. Dono de seu próprio negócio, acredita que a situação da comunidade pode melhorara através de uma política mais firme e uma conscientização da sociedade. Ao ser perguntado sobre qual é o principal problema existente na sua região, responde que é a falta de infra-estrutura, e complementa dizendo: “ a poeira atrapalha a vida de muita gente por aqui”.
Desde criança Abimael sonha ser comerciante. Dono do mercado “Moriá”, diz cheio de orgulho que realizou o grande objetivo de sua vida ao abrir o comércio. Deixou a profissão de motoboy há seis anos atrás e hoje dedica-se exclusivamente ao seu projeto comercial. Hoje, o que ganha é o suficiente em termos de sustento.

Mercado na Primeira Visita:


Na Segunda Vez :


Nesta Segunda Visita Podemos Perceber que melhorias estão sendo feitas, como o Asfaltamento e outras obras de Infra-Estrutura, que melhorarão, em termos a situação da Economia Local.