Quem sou eu
- IDS Arapoanga
- Planaltina, DF
- Índice de Desconforto Social – Um ‘senso’ de realidade (tema sociológico: TRABALHO, INTERAÇÃO SOCIAL E VIDA COTIDIANA) O QUE É: Produzir um livro-blog (texto e fotos) na internet sobre algum aspecto da vida cotidiana em Planaltina, e da interação social (trabalho & convivência) aí vivida. QUAL O OBJETIVO? Criar o IDS – Indicadores de Desconforto Social COMO? Segundo uma intervenção social dos aluno/as da turma de sociologia. PRÉ-PROPOSTA Uma comunidade é como um organismo humano. Precisa se alimentar, trabalhar, se divertir, se preparar, se organizar. Uma comunidade também gera resíduos, fica doente, sente fome, preguiça, ou produz gorduras. De vez em quando cada pessoa precisa fazsr exames completos para cuidar melhor da saúde, identificar causas de desconfortos e prevenir problemas futuros. Com uma comunidade deveria ser assim também. A convivência entre pessoas, famílias, vizinhos e organizações é cheia de fronteiras, interesses, conflitos e riscos de desconfortos. A maior parte destes desconfortos ocorre por descuidos ou por situações que podem ser resolvidas com equações simples e ao alcance de todos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Grupo Gama: reciclagem de lixo por grupo espanhol em Arapoangas
Grupo espanhol propõe mudar a paisagem de Brasília com a transformação do lixo e a preservação do meio ambiente. Trabalho começou com os jovens de Arapoangas, Itapoã e EstruturalToda cidade produz lixo. Mas cada cidade produz o seu lixo, ou seja, o grau de progresso de uma comunidade determinará o tipo de material que ela irá descartar. O alto poder aquisitivo da população de Brasília produz um tipo de lixo diferente daquele que é recolhido nas comunidades do Entorno da capital federal.
Essa constatação foi feita pela equipe do grupo espanhol Basurama, que esteve nesta segunda quinzena de setembro em Brasília ministrando oficinas e palestras sobre o melhor aproveitamento do lixo na cidade. Basura, em espanhol, quer dizer lixo.
É de onde deriva Basurama, cujos integrantes são exímios artesãos do lixo. Em parceria com o Instituto Cervantes, a Universidade de Brasília e a Central Única de Favelas (Cufa), o Basurama fez um levantamento da situação do lixo na capital federal e deixou sua principal marca transformada em arte em pelo menos três comunidades do DF: Arapoangas e Itapoã, em Planaltina, e cidade Estrutural.
A intervenção do grupo na paisagem de Brasília tem sua razão de ser. O Basurama foi convidado para fazer parte do elenco que já começa a transformar a paisagem da cidade com a proximidade de seu 50º aniversário. O trabalho do Basurama havia começado bem mais cedo, com os jovens de Itapoã e de Arapoangas. Bem antes, no início de agosto, o grupo havia visitado Arapoangas, Estrutural, Itapoã e Lixão para tomar pé da situação, contatar pessoas e dar andamento às pesquisas.
TRABALHO FOI TODO DOCUMENTADO EM VIDEOO trabalho do Basurama foi todo documentado em vídeo pelo Instituto Cervantes, que ainda montou uma exposição com o apoio da Casa da Cultura da América Latina na UnB (CAL) e Central Única de Favelas (Cufa/DF).
Em visita ao aterro da Estrutural, o grupo pôde ter uma ideia do que se iria fazer dali para a frente. A primeira constatação foi de que Brasília não era aquela cidade ideal, progressista, modelo de desenvolvimento. Como os demais centros urbanos, a capital do país não tem a devida consideração com o lixo que produz. O resultado é o que se viu: uma montanha de lixo jogada sem nenhum tratamento, um mau cheiro insuportável, precárias condições de trabalho para quem vive da cata e a presença constante e oportunista dos urubus.
Esses cenários tiveram grande influência na aplicação dos trabalhos práticos junto às comunidades do Entorno. Para o grupo, o importante é que isso se reflita na criação de objetivos representativos de Brasília.
Restos de uma cidade consumista
Miguel Mister, um dos integrantes do grupo espanhol, estimula os jovens a pensar e definir a cidade em que vivem a partir do que sentem. Como acrescenta Ângela Leon, outra integrante, a proposta é criar objetos que representem a cidade. Pela observação do pessoal do Basurama, Brasília produz um lixo diversificado, demonstrando ser uma cidade consumista. O lixo candango se diferencia do produzido em Madri, onde objetos pessoais ou móveis são comuns, demonstrando uma sociedade elitista, ou o lixo de Montevidéu, mais simples, em que se destacam garrafas, latas e papelão.
O que chama atenção do pessoal da Basurama é a imagem de descaso com as pessoas que fazem do Lixão da Estrutural o seu meio de vida. Segundo eles, é fundamental que se invista urgente na coleta seletiva e em um trabalho social pela redução da produção de lixo pelas pessoas. Criado na Escola de Arquitetura de Madri, Espanha, em 2001 o projeto Basurama nasceu com a proposta de estudar fenômenos inerentes à produção maciça de lixo, real e virtual, na sociedade de consumo, incluindo novos indicativos que possam atuar como geradores de pensamento e atitude.
Grupo Gama: reciclagem de lixo
O grupo Gama tem como tema de trabalho a educação ambiental e segurança, dentro dessa vertente, foi escolhido o assunto de limpeza urbana para tratar do desconforto social no Arapoanga. Os entrevistados foram donas de casa entre 25 e 40 anos, a partir da pesquisa constatou-se que a coleta de lixo era realizada 2 vezes por semana, não há coleta seletiva, a maioria dos moradores não possuem compartimento ( cestos e lixeiras) adequado para depositar o lixo, então ocorre ataque por animais que rasgam os sacos e quando chove o lixo é levado pela água gerando acumulo nas ruas.
É necessária uma campanha de conscientização quanto aos cuidados com o lixo para minimizar suas conseqüências, pois atrai insetos e roedores transmissores de doença e suja as ruas. O lixo tem varias aplicações e aproveitamento, e isto deveria ser de conhecimento da população, difundindo os benefícios da reciclagem do lixo os moradores vão colaborar para a preservação do bairro e do meio ambiente. Para trazer mais informações sobre os cuidados e utilização do lixo as instituições como o SLU, administração regional e universidades deveriam intensificar de forma coordenada ações para possibilitar a coleta seletiva e esclarecimento sobre a problemática do lixo apontando suas causas e soluções.
Notícia na Íntegra:
Brasília recebeu a visita de um grupo de arquitetos espanhóis denominados Basurama. A equipe desenvolve projetos a partir do lixo e afirma que os resíduos de cada cidade podem dizer muito sobre a mesma. O grupo participou de uma série de seis oficinas de arte oferecidas pelo Instituto Cervantes em parceria com o programa Protejo (Ministério da Justiça) e a Central Única de Favelas (Cufa). Esse projeto tem a intenção de promover a auto-estima dos adolescentes de Arapoanga, Itapuã e Estrutural. Em geral o Basurama utiliza o lixo local para transformar em arte, mas como só tinham 2 dias para desenvolver o trabalho em cada cidade ensinaram os jovens a desenhar com a utilização de técnica de stencil e impressão em cartazes. Os símbolos de cada cidade foram os temas abordados nas tarefas. Os participantes demonstraram muita euforia com a atividade, expressaram seus sentimentos através dos desenhos e os trabalho foram fixados em locais de grande circulação de cada cidade.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas
Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro
INCLUSÃO DIGITAL:
Arapoanga ganha DF Digital e ótima novidade
(12/11/2009 - 16:42)
Unidade que chega com público próprio
A notícia foi dada durante a inauguração da unidade do DF Digital de Arapoanga. E despertou o interesse de uma variada gama de pessoas. Já que na comunidade, bem numerosa, há, inclusive, um Centro de Ensino Fundamental que, segundo seu diretor, Jordenes Ferreira da Silva, soma 1,6 mil alunos prontos para aprender “de tudo, um pouco”.
Minutos antes da cerimônia, o público que lotava a sede da Associação Comercial e Industrial de Arapoanga (http://cirandas.net/associacao-comercial-e-industrial-do-arapoanga) ouvia um dos maiores sucessos da dupla Lennon e McCartney – “Here, there and everywhere” -, do que se aproveitou Izalci Lucas para lembrar que “aqui, lá e em todo o lugar” de Planaltina há uma unidade do DF Digital.
Emocionado com a inauguração, Aloísio Luiz da Costa, presidente da Aciara, agradeceu: “Esta unidade, Secretário, inclusive corrige uma injustiça que cometem contra Arapoanga, mostrando a todos que temos problemas, sim; mas que, aqui, também tem gente que quer trabalhar e, principalmente, aprender”.
Ajuda a entidades e associações de classe
Após enumerar as unidades do DF Digital de Planaltina (na sede da antiga Prefeitura, no Vale do Amanhecer, na Paróquia de São Sebastião, na Capela de São José e Santa Rita de Cássia e na Igreja Assembléia de Deus Videira, além da inaugurada na Aciara), Izalci prontificou-se a ajudar outras entidades de Planaltina, entre associações de classe e benemerentes, com computadores doados por bancos e empresas estatais reciclados nas Escolas Técnicas da Secretaria.
Diante de um pedido, feito por Stela de Souza, aluna da Escola Técnica de Planaltina, para que a Secretaria implantasse ali, também o curso de Fisioterapia, o Secretário explicou que este gênero de implantação depende de aprovação por parte do Conselho de Educação.
Fonte: http://www.sect.df.gov.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=92314"Inclusão Digital pode ser considerada como democratização das tecnologias. Esse assunto tem sido muito repercutido no Brasil pelas dificuldades encontradas para a implantação.
Incluir uma pessoa digitalmente não apenas "alfabetizá-la" em informática, mas sim fazer com que o conhecimento adquirido por ela sobre a informática seja útil para melhorar seu quadro social. Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital."
Por isso na visão marxista inclusão significa a diminuição das desigualdades sociais, o avanço das classes menos favorecidas e , consequentemente, o desenvolvimento e crescimento da justiça social.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Grupo Gama: Ginástica para Adultos
O Comando de Policiamento da Polícia Militar tem um projeto que oferece ginástica para adultos em alguns pontos do DF. Em Arapoangas, a ginástica é acontece às terças e quintas, ao lado do posto policial e conta com alongamento e ginástica localizada.
Em 2008, o governador Arruda prometeu destinar R$ 45 000,00 para a realização do projeto, quando esteve na comunidade. O local receberia uma cobertura, banheiro e bebedouros porém, até a data de publicação desta postagem, as instalações não foram feitas.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representati
O que é associação?
Associação, em um sentido amplo, é qualquer iniciativa formal ou informal que reúne pessoas físicas ou outras sociedades jurídicas com objetivos comuns, visando superar dificuldades e gerar benefícios para os seus associados. Formalmente, qualquer que seja o tipo de associação ou seu objetivo podemos dizer que a associação é uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em torno de seus interesses e que sua constituição permite a construção de condições maiores e melhores do que as que os indivíduos teriam isoladamente para a realização dos seus objetivos.
A associação então, é a forma mais básica para se organizar juridicamente um grupo de pessoas para a realização de objetivos comuns.
Arapoanga ganha Centro Educacional nesta quarta
18 de agosto, 2009
O governador José Roberto Arruda inaugura nesta quarta-feira, 19/8, às 9h, no Arapoanga, o Centro Educacional Dona América Guimarães. A nova unidade trouxe para perto de casa 840 alunos que estudavam em dez escolas de Planaltina.
Construída em 120 dias, a unidade é a quarta escola pública do bairro e terceira construída ali pela gestão Arruda. O novo centro educacional comporta 24 salas de aulas, que permitem atendimento para até 2.520 estudantes – considerando 72 turmas com 35 alunos cada em três turnos de aulas.
Maria América Guimarães, que deu nome a escola, e seu marido, Francisco Mundim Guimarães, são os moradores mais antigos da cidade e a casa que moraram por muitos anos foi transformada, em 1974, em Museu Histórico e Artístico de Planaltina.
A unidade possui laboratório de informática, sala de artes, sala de leitura, sala de recursos e orientação educacional, cantina, quadra poliesportiva além das salas necessárias para o desempenho das atividades administrativas, como salas de professores, coordenação, direção, secretaria escolar, depósitos e outras.
Diferente das escolas que existem em Arapoanga (duas ECs e um CEF), a nova unidade possui característica especial de atendimento que vai beneficiar a curto e a longo prazos a comunidade do setor, diz o secretário de Educação, José Luiz Valente, explicando:
“Um centro educacional, além de permitir atender alunos do 5.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental, destina-se também à estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos – EJA. Hoje, já estamos atendendo as crianças e amanhã esta mesma unidade atenderá também os jovens que vão ingressar no Ensino Médio e possivelmente até os adultos que queiram terminar seus estudos”.
O diretor da nova escola, João Batista Filho, diz que além dos alunos transferidos das dez escolas de Planaltina, mais alunos deverão ocupar os bancos da nova escola:
“As matrículas continuam abertas para atender alunos do Arapoanga que porventura esteja estudando em outras escolas e ainda não solicitaram o seu remanejamento e também para aqueles que chegam de outros estados”.
Com sete anos de exercício na SEDF e desde 2005 atuando na direção de várias escolas, como EC Pedra Fundamental, CEF Condomínio Estância III e CAIC Assis Chateaubriand, Filho participou em 2008 do processo de escolha de gestores para as escolas públicas do Distrito Federal. Não foi eleito para a unidade a qual concorria e passou a pertencer automaticamente ao banco de reserva da SEDF e agora, juntamente com, Alence Cristina, na função de vice-diretora, assumem a administração do CED Dona América Guimarães.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representati
Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro
O que é associação?
Associação, em um sentido amplo, é qualquer iniciativa formal ou informal que reúne pessoas físicas ou outras sociedades jurídicas com objetivos comuns, visando superar dificuldades e gerar benefícios para os seus associados. Formalmente, qualquer que seja o tipo de associação ou seu objetivo podemos dizer que a associação é uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em torno de seus interesses e que sua constituição permite a construção de condições maiores e melhores do que as que os indivíduos teriam isoladamente para a realização dos seus objetivos.
A associação então, é a forma mais básica para se organizar juridicamente um grupo de pessoas para a realização de objetivos comuns. Esquematicamente podemos representar as associações como sendo:

As associações assumem os princípios de uma doutrina que se chama associativismo e que expressa a crença de que juntos, nós podemos encontrar soluções melhores para os conflitos que a vida em sociedade nos apresenta. Esses princípios são reconhecidos no mundo todo e embasam as várias formas que as associações podem assumir: oscips, cooperativas, sindicatos, fundações, organizações sociais, clubes. O que irá diferenciar a forma jurídica de cada tipo de associação é basicamente os objetivos que se pretende alcançar. Os princípios gerais são os seguintes:
1 - PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE
“As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de gênero”.
2 – PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS SÓCIOS
“As associações são organizações democráticas, controladas por seus sócios, que participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios”.
3 – PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS
“Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente as suas associações. Os sócios destinam eventual superávit para os seus objetivos através de deliberação em assembléia geral”.
4. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
“As associações são organizações autônomas de ajuda mútua, controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, devem fazê-lo de forma a preservar seu controle democrático pelos sócios e manter sua autonomia”.
5 – PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
“As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios, dirigentes eleitos e administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação”.
6- PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO
“As associações atendem a seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento associativista trabalhando juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais”.
7 – INTERESSE PELA COMUNIDADE
“As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas aprovadas por seus membros”.
De modo geral as associações caracterizam-se por:
· Reunião de duas ou mais pessoas para a realização de objetivos comuns;
· Seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados, por doações, subvenções etc;
· Seus fins podem ser alterados pelos associados;
· Os seus associados deliberam livremente;
· São entidades do direito privado e não público.
Arapoanga vai ser legalizado
O setor, que fica em Planaltina, é o próximo condomínio a ser regularizado. O projeto vai beneficiar mais de 40 mil pessoas.
Arapoanga, em Planaltina, tem iluminação pública, esgoto e asfalto. Mas não em todos os lugares. Na cidade, ainda falta muito mais. “Falta área de lazer, quadra de esporte, ciclovia", reclama o estudante Leandro Pereira. “Se precisamos de um posto policial, temos que ir para Planaltina, se temos que levar a criança pra uma consulta... água, luz. Somos muito dependentes de Planaltina”, comenta a doméstica Maria das Graças.
Outro problema é o endereço. “Pra gente achar o endereço tem que andar muito”, fala um senhor. "É muito complicado. Pra gente passar informações pra polícia, para as pessoas, para os bombeiros se torna muito difícil”, conta o vigilante Ronaldo Ribeiro.
A regularização vai organizar o endereço do setor, que será dividido em quadras e conjuntos. Além disso, o projeto urbanístico prevê a construção de quadras de esportes, áreas de lazer, centro de saúde e posto policial.
São oito mil lotes irregulares no Arapoanga. A regularização prevê uma área nova com cinco mil residências, que pode acomodar até 25 mil pessoas. Os projetos urbanístico e ambiental já estão prontos e vão ser apresentados à comunidade na próxima sexta-feira (6). Um dos objetivos é proteger o córrego que fica próximo das casas. O local vai se transformar num parque.
“No momento em que o governador aprovar, a pessoa já tem acesso ao alvará de construção, já pode construir regularmente. Em março, começam as escrituras já com o parcelamento inteiro registrado em cartório”, assegura o gerente de regularização de condomínios, Paulo Serejo.
As próximas áreas a serem regularizadas são o Itapoã e a Vila São José, em Vicente Pires.
Por Ronaldo Gueraldi e Josuel Ávila
FONTE: http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1363924-10040,00-ARAPOANGA+VAI+SER+LEGALIZADO.html
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas e associações no Arapoangas
Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro
O que é associação?
Associação, em um sentido amplo, é qualquer iniciativa formal ou informal que reúne pessoas físicas ou outras sociedades jurídicas com objetivos comuns, visando superar dificuldades e gerar benefícios para os seus associados. Formalmente, qualquer que seja o tipo de associação ou seu objetivo podemos dizer que a associação é uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em torno de seus interesses e que sua constituição permite a construção de condições maiores e melhores do que as que os indivíduos teriam isoladamente para a realização dos seus objetivos.
A associação então, é a forma mais básica para se organizar juridicamente um grupo de pessoas para a realização de objetivos comuns. Esquematicamente podemos representar as associações como sendo:

As associações assumem os princípios de uma doutrina que se chama associativismo e que expressa a crença de que juntos, nós podemos encontrar soluções melhores para os conflitos que a vida em sociedade nos apresenta. Esses princípios são reconhecidos no mundo todo e embasam as várias formas que as associações podem assumir: oscips, cooperativas, sindicatos, fundações, organizações sociais, clubes. O que irá diferenciar a forma jurídica de cada tipo de associação é basicamente os objetivos que se pretende alcançar. Os princípios gerais são os seguintes:
1 - PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE
“As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de gênero”.
2 – PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS SÓCIOS
“As associações são organizações democráticas, controladas por seus sócios, que participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios”.
3 – PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS
“Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente as suas associações. Os sócios destinam eventual superávit para os seus objetivos através de deliberação em assembléia geral”.
4. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
“As associações são organizações autônomas de ajuda mútua, controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, devem fazê-lo de forma a preservar seu controle democrático pelos sócios e manter sua autonomia”.
5 – PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
“As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios, dirigentes eleitos e administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação”.
6- PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO
“As associações atendem a seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento associativista trabalhando juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais”.
7 – INTERESSE PELA COMUNIDADE
“As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas aprovadas por seus membros”.
De modo geral as associações caracterizam-se por:
· Reunião de duas ou mais pessoas para a realização de objetivos comuns;
· Seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados, por doações, subvenções etc;
· Seus fins podem ser alterados pelos associados;
· Os seus associados deliberam livremente;
· São entidades do direito privado e não público.
União das Associações
União das associações atraiu avanços:
“Precisamos nos unir”Concentrar os esforços em uma federação, segundo Adilson Barreto, foi uma iniciativa bem-sucedida visto que em 1998, após um ano de sua fundação, a Federação das Associações de Condomínios Horizontais (Facho) conseguiu a emissão de mais de 100 licenças-prévias ambientais para os condomínios, principalmente para a região do Grande Colorado. “A partir daí, essas licenças saem com condicionantes, exigências que os condomínios começam a ter que cumprir para proteger o meio ambiente”, explica. Ele esclarece que o fato de ter a licença não significa liberação do condomínio, mas sim o estabelecimento de exigências ambientais que precisam ser cumpridas para o condomínio funcionar.
Segundo dados da Facho, o primeiro condomínio foi o Quintas da Alvorada, no Lago Sul, que surgiu há 34 anos. A maioria tem mais de 20 anos, por isso se fazia necessário organizar essa força em torno de uma federação que representasse seus direitos. “Principalmente porque os condomínios eram todos irregulares, muitos ainda permanecem nessa situação, então não existiam normas para que esses condomínios pudessem respeitar a questão ambiental e urbanística”, comenta Adilson.O presidente da Facho explica que foi preciso organizar essas comunidades e fazer ingerências junto aos órgãos ambientais e do governo para que fosse liberado o licenciamento ambiental e, com isso, os condomínios tivessem a possibilidade de executar obras e programas ambientais para proteger o meio ambiente e, consequentemente, possibilitar a regularização.
Na falta de organização, faltava também saneamento básico, coleta de lixo, entre outas necessidades básicas de infraestrutura para as comunidades. Era preciso atrair as políticas públicas para dentro dos condomínios. “Esse é o principal mote: a proteção ambiental e urbanística. E a Facho diz que não é somente condomínios. Fazendo isso a gente está atendendo a toda sociedade de Brasília porque o meio ambiente envolve todo mundo”, avalia o dirigente.
Sobre o padrão social dos moradores de condomínios no DF, Adilson destaca que a maioria é de baixa renda, em torno de 60%, enquanto são poucos os de alta renda. Somados os de média e alta renda totalizam cerca de 40%. No entanto, ele afirma que no passado a predominância de média e alta renda era bem maior, mas a falta de normatização e a desorganização do início fez com que muitos condomínios fossem se favelizando. “Eu digo favelização no sentido de descumprir as normas ambientais mesmo”, explica.
Grupar agiliza regularizações
Comandado pelo governador Arruda, o Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamentos do Solo e Projetos Habitacionais (Grupar) já procedeu a regularização de 22 condomínios e pelo menos outros nove estão prontos para serem regularizados à espera de uma agenda do governador. Entre os que terão formalizadas a regularização estão: Cachoeira, Nosso Lar, Samaúma e Estância Mestre D’Armas (Planaltina); La Font (Sobradinho); Jardim América e Lago Azul (Grande Colorado); Jardim Botânico 5; e Quintas Interlagos (Estrada do Sol).
O Arapoanga por inteiro e 50% do Itapoã devem ser regularizados na primeira quinzena de agosto, segundo informou o secretário-executivo do Grupar, Paulo Serejo. Ele explica que a meta até o final da atual gestão é regularizar 100% e que os resultados então começam a acontecer mais rapidamente. “O governo está começando a colher o que plantou e a gente está adquirindo know-how, o que dá mais velocidade aos processos”, comenta.
O secretário-executivo reforça a importância da participação das organizações de condomínios, a exemplo da Facho e da Associação Comunitária dos Condomínios da Região do Jardim Botânico (AJAB) que são parceiras bastante ativas e tem contribuído com os trabalhos de regularização.
A importância do Grupar para os moradores de condomínios, segundo Serejo, é muito clara. “Durante anos os moradores fizeram vários projetos e mandavam para o governo, no entanto esses projetos nunca eram analisados. Agora todos são. O Grupar veio resolver um problema histórico do governo que era a análise de projetos”, explica. Segundo Serejo, o Grupar também analisa projetos das áreas de baixa renda como é o caso do Setor Mangueiral que já está quase pronto, faltando somente a apresentação de um último documento, para então ser encaminhado à aprovação do governador.Para simplificar o processo de regularização, foi republicado na terça-feira (14), no Diário Oficial do DF, o Manual de Orientação para Regularização de Parcelamentos do Solo para Fins Urbanos no DF.
Entidades
AJAB -Associação Comunitária dos Condomínios da Região do Jardim Botânico
Presidente: Ednilson Paula Melo
Fundada em 30/08/1997 ARVIPS - Associação Comunitária do Setor Habitacional Vicente Pires
Presidente: Dirsomar Ferreira Chaves
Fundada em 08/08/1994
UNICA-DF União dos Condomínios Horizontais e Associações de Moradores no Distrito Federal Presidente: Junia Maria Bittencourt
Fundada em 25/11/2004
ATUA - Associação dos Moradores do Tororó Unidos e Adjacências Presidente: Chico Trindade Fundada em 12/02/2003
AMCAAC e Prefeitura Associação dos moradores da Colônia Agrícola Águas Claras
Presidente: Levi Berlin
Fundada em 22/06/1989
Prefeitura Comunitária do Arapoanga
Prefeita Carmen Lúcia de AssisFundada em 1990
AMOCAEMA -Associação de Moradores do Canela de Ema
Presidente: Liomar Gomes de Sousa
Fundada em 24/09/1997
FONTE: comunidade.maiscomunidade.com/.../UNIAO-DAS-ASSOCIACOES-ATRAIU-AVANCOS.pnhtml