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Planaltina, DF
Índice de Desconforto Social – Um ‘senso’ de realidade (tema sociológico: TRABALHO, INTERAÇÃO SOCIAL E VIDA COTIDIANA) O QUE É: Produzir um livro-blog (texto e fotos) na internet sobre algum aspecto da vida cotidiana em Planaltina, e da interação social (trabalho & convivência) aí vivida. QUAL O OBJETIVO? Criar o IDS – Indicadores de Desconforto Social COMO? Segundo uma intervenção social dos aluno/as da turma de sociologia. PRÉ-PROPOSTA Uma comunidade é como um organismo humano. Precisa se alimentar, trabalhar, se divertir, se preparar, se organizar. Uma comunidade também gera resíduos, fica doente, sente fome, preguiça, ou produz gorduras. De vez em quando cada pessoa precisa fazsr exames completos para cuidar melhor da saúde, identificar causas de desconfortos e prevenir problemas futuros. Com uma comunidade deveria ser assim também. A convivência entre pessoas, famílias, vizinhos e organizações é cheia de fronteiras, interesses, conflitos e riscos de desconfortos. A maior parte destes desconfortos ocorre por descuidos ou por situações que podem ser resolvidas com equações simples e ao alcance de todos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A relação entre o Arapoangas e o Êxodo Rural

Mufasa: Grupo Focal - Mapeamento de entidades representativas


Integrado por: Muriel Barcelos, Mariana Dias, Fábio Vieira, Gabriel Gianesini, Jessica Fazolo, Lucas Romano, Genebaldo Rios e Emanuel Holanda Barroso de Holanda.

Universidade de Brasília- Faculdade UnB Planaltina
Curso de Gestão do Agronegócio
Disciplina de Sociologia
Prof° Ricardo Néder
Monitor: Pedro

Arapoangas: Formado a partir do Êxodo Rural

O Arapoangas, Planaltina-DF começou a se formar a partir da saída das pessoas do campo para a cidade (êxodo rural). Esse êxodo rural provocado pela modernização agrária expulsou as pessoas do campo, inclusive de outros estados brasileiros. Tais pessoas além de migrarem por causa da dificuldade por causa do “atraso” tecnológico de produção, buscavam na Zona Urbana a ilusão de se empregarem na indústria e no comércio.

Ao chegaram no Arapoangas, esse migrantes compraram terrenos para construção de moradias, criando uma espécie de favela. Anteriormente, esses terras eram chácaras, as quais sofreram loteamento e urbanização desordenada e degrada ambientalmente. Como conseqüência há hoje uma comunidade com altos índices de desigualdades sociais, educação ruim, falta saneamento básico, acessibilidade à informática e a internet, saúde precária, desemprego e segurança insuficiente. Por causa das dificuldades, a população realiza trocas de produtos alimentícios. Além disso, existe pequenas Cooperativas, associações e entidades representativas que lutam por melhores políticas públicas e diminuição das desigualdades sociais.

FONTE: Informações coletadas a partir de entrevistas e depoimentos dos próprios moradores do Arapoangas.


Conceito de Êxodo Rural

“Êxodo” significa “emigração”, “saída”. Ou ainda, no antigo teatro romano, o “episódio cômico subseqüente a uma tragédia”. Mas, no caso de êxodo rural, o episódio definitivamente não é cômico, mas, é subseqüente a uma tragédia. Ou pelo menos indicativo de uma.

Geralmente o êxodo rural ocorre devido à perda da capacidade produtiva, ou à falta de condições de subsistência, em determinado local que acarretarão no êxodo rural para outra localidade rural, ou, o êxodo rural para localidades urbanas. O mais comum, o êxodo rural para localidades urbanas, acarreta uma série de problemas sociais, estruturais e econômicos para os lugares para onde os “retirantes” se deslocam, legando ao “êxodo” um significado bastante pejorativo.

O êxodo pode também ser chamado de “migração” quando dentro das fronteiras de um país ou território, ou “emigração” quando acontece de um país, ou território, para outro.

No caso do Brasil, podemos citar vários períodos de migração ao longo de sua história que se caracterizam pelo abandono do campo em busca de melhores condições de vida nas cidades.

Na história do Brasil, por exemplo, podemos citar a migração das regiões do nordeste onde predominava a agricultura da cana, para o sudeste onde floresciam as culturas de café ou mesmo para o norte, para os seringais. E, mais tarde, em tempos mais recentes, lá pela década de 50, se inicia uma nova migração, desta vez para a nova capital do país, Brasília. A migração para Brasília fez surgir inúmeras cidadelas que não estavam nos planos de infra-estrutura e que, por terem se instalado nos arredores da grande capital, foram chamadas de “cidades-satélite”.

O Brasil presenciou o seu período de maior êxodo rural entre as décadas de 60 e 80 quando aproximadamente 13 milhões de pessoas abandonaram o campo e rumaram em direção aos centros urbanos. Isso equivale a 33% da população rural do início da década de 60.

Os principais motivos dessa migração em massa foram a expansão da fronteira agrícola, o modelo de urbanização que incentivava o crescimento das médias e grandes cidades criando oportunidades de empregos que atraíam os moradores do campo, e, a estratégia de modernização da agricultura que incentivava as culturas de exportação e os sistemas modernos de agricultura, práticas que, por sua vez, utilizam menos mão-de-obra que a agricultura tradicional, forçando os trabalhadores excedentes a procurarem outra forma de sustento. Tanto no Brasil, quanto em outras regiões do mundo, o êxodo rural ocasiona o crescimento desordenado dos centros urbanos, gerando um verdadeiro caos social. Sem planejamento as cidades não conseguem fornecer as condições sanitárias e de infra-estrutura básicas aos novos moradores gerando miséria, doenças e mais bagunça.

Mas o êxodo rural também traz prejuízos para o campo podendo, inclusive, transformar algumas cidades em verdadeiras “cidades fantasma”. Isso ocorre quando toda a população deixa a cidade em busca de melhores oportunidades ou por causa de alguma tragédia natural (como uma grande seca ou um furacão, por exemplo).

FONTE: http://www.infoescola.com/geografia/exodo-rural/



Visão Sociológica

A grande indústria aglomera num mesmo local uma multidão de pessoas que não se conhecem. A concorrência divide os seus interesses. Mas a manutenção do salário, este interesse comum que têm contra o seu patrão, os reúne num mesmo pensamento de resistência - coalizão. A coalizão, pois, tem sempre um duplo objetivo: fazer cessar entre elas a concorrência, para poder fazer uma concorrência geral ao capitalista. Se o primeiro objetivo da resistência é apenas a manutenção do salário, à medida que os capitalistas, por seu turno, se reúnem em um mesmo pensamento de repressão, as coalizões, inicialmente isoladas, agrupam-se e, em face do capital sempre reunido, a manutenção da associação torna-se para elas mais importante que a manutenção do salário. [...] Nessa luta - verdadeira guerra civil -, reúnem-se e se desenvolvem todos os elementos necessários a uma batalha futura. Uma vez chegada a esse ponto, a associação adquire um caráter político.

As condições econômicas, inicialmente, transformaram a massa do país em trabalhadores. A dominação do capital criou para essa massa uma situação comum, interesses comuns. Essa massa, pois, é já, em face do capital, uma classe, mas ainda não o é para si mesma. Na luta, [...], essa massa se reúne, se constitui em classe para si mesma. Os interesses que defende se tornam interesses de classe. Mas a luta entre classes é uma luta política.

[...]Uma classe oprimida é a condição vital de toda sociedade fundada no antagonismo entre classes. A libertação da classe oprimida implica, pois, necessariamente, a criação de uma sociedade nova. Pra que a classe oprimida possa libertar-se, é preciso que os poderes produtivos já adquiridos e as relações sociais existentes não possam mais existir uns ao lados de outras. De todos os instrumentos de produção, o maior poder produtivo é a classe revolucionária mesma. A organização dos elementos revolucionários como classe supõe a existência de todas as forças produtivas que poderiam se engendrar no seio da sociedade antiga.

Isso significa que, após a ruína da velha sociedade, haverá uma nova dominação de classe, resumindo-se em um novo poder político? Não. A condição da libertação da classe laboriosa é a abolição de toda classe, assim como a condição da libertação do terceiro estado, da ordem burguesa, foi a abolição de todos os estados [aqui, estado significa as ordens da sociedade feudal e de todas as ordens.

A classe laboriosa substituirá, no curso do seu desenvolvimento, a antiga sociedade civil por uma associação que excluirá as classes e seu antagonismo, e não haverá mais poder político propriamente dito, já que o poder político é o resumo oficial do antagonismo na sociedade civil.

Entretanto, o antagonismo entre o proletariado e a burguesia é uma luta de uma classe contra outra, luta que, levada à sua expressão mais alta, é uma revolução total. [...] Não se diga que o movimento social exclui o movimento político. Não há, jamais, movimento político que não seja, ao mesmo tempo, social.

Somente numa ordem de coisas em que não existam mais classes e antagonismos entre classes as evoluções sociais deixarão de ser revoluções políticas. Até lá, às vésperas de cada reorganização geral da sociedade, a última palavra da ciência social será sempre: "O combate ou a morte: a luta sanguinária ou nada. É assim que a questão está irresistivelmente posta".

Fonte: Transcrição de: amavelmente cedida por "O Vermelho" MARX ( 1847) para Marxists Internet Archive, 2004. HTML por José Braz para Marxists Internet Archive, 2004. Site: http://www.marxists.org/portugues/marx/1847/04/luta-class-luta-polit.htm

Grupo Gama: reciclagem de lixo por grupo espanhol em Arapoangas

Grupo Gama, integrado por: Daniele, Juliana, Ruimar, Pedro Paulo, Rodrigo e Thaís.


Grupo espanhol propõe mudar a paisagem de Brasília com a transformação do lixo e a preservação do meio ambiente. Trabalho começou com os jovens de Arapoangas, Itapoã e EstruturalToda cidade produz lixo. Mas cada cidade produz o seu lixo, ou seja, o grau de progresso de uma comunidade determinará o tipo de material que ela irá descartar. O alto poder aquisitivo da população de Brasília produz um tipo de lixo diferente daquele que é recolhido nas comunidades do Entorno da capital federal.


Essa constatação foi feita pela equipe do grupo espanhol Basurama, que esteve nesta segunda quinzena de setembro em Brasília ministrando oficinas e palestras sobre o melhor aproveitamento do lixo na cidade. Basura, em espanhol, quer dizer lixo.



É de onde deriva Basurama, cujos integrantes são exímios artesãos do lixo. Em parceria com o Instituto Cervantes, a Universidade de Brasília e a Central Única de Favelas (Cufa), o Basurama fez um levantamento da situação do lixo na capital federal e deixou sua principal marca transformada em arte em pelo menos três comunidades do DF: Arapoangas e Itapoã, em Planaltina, e cidade Estrutural.



A intervenção do grupo na paisagem de Brasília tem sua razão de ser. O Basurama foi convidado para fazer parte do elenco que já começa a transformar a paisagem da cidade com a proximidade de seu 50º aniversário. O trabalho do Basurama havia começado bem mais cedo, com os jovens de Itapoã e de Arapoangas. Bem antes, no início de agosto, o grupo havia visitado Arapoangas, Estrutural, Itapoã e Lixão para tomar pé da situação, contatar pessoas e dar andamento às pesquisas.



TRABALHO FOI TODO DOCUMENTADO EM VIDEOO trabalho do Basurama foi todo documentado em vídeo pelo Instituto Cervantes, que ainda montou uma exposição com o apoio da Casa da Cultura da América Latina na UnB (CAL) e Central Única de Favelas (Cufa/DF).



Em visita ao aterro da Estrutural, o grupo pôde ter uma ideia do que se iria fazer dali para a frente. A primeira constatação foi de que Brasília não era aquela cidade ideal, progressista, modelo de desenvolvimento. Como os demais centros urbanos, a capital do país não tem a devida consideração com o lixo que produz. O resultado é o que se viu: uma montanha de lixo jogada sem nenhum tratamento, um mau cheiro insuportável, precárias condições de trabalho para quem vive da cata e a presença constante e oportunista dos urubus.



Esses cenários tiveram grande influência na aplicação dos trabalhos práticos junto às comunidades do Entorno. Para o grupo, o importante é que isso se reflita na criação de objetivos representativos de Brasília.





Restos de uma cidade consumista


Miguel Mister, um dos integrantes do grupo espanhol, estimula os jovens a pensar e definir a cidade em que vivem a partir do que sentem. Como acrescenta Ângela Leon, outra integrante, a proposta é criar objetos que representem a cidade. Pela observação do pessoal do Basurama, Brasília produz um lixo diversificado, demonstrando ser uma cidade consumista. O lixo candango se diferencia do produzido em Madri, onde objetos pessoais ou móveis são comuns, demonstrando uma sociedade elitista, ou o lixo de Montevidéu, mais simples, em que se destacam garrafas, latas e papelão.



O que chama atenção do pessoal da Basurama é a imagem de descaso com as pessoas que fazem do Lixão da Estrutural o seu meio de vida. Segundo eles, é fundamental que se invista urgente na coleta seletiva e em um trabalho social pela redução da produção de lixo pelas pessoas. Criado na Escola de Arquitetura de Madri, Espanha, em 2001 o projeto Basurama nasceu com a proposta de estudar fenômenos inerentes à produção maciça de lixo, real e virtual, na sociedade de consumo, incluindo novos indicativos que possam atuar como geradores de pensamento e atitude.

Grupo Gama: reciclagem de lixo

Grupo Gama, integrado por: Daniele, Juliana, Ruimar, Pedro Paulo, Rodrigo e Thaís.


O grupo Gama tem como tema de trabalho a educação ambiental e segurança, dentro dessa vertente, foi escolhido o assunto de limpeza urbana para tratar do desconforto social no Arapoanga. Os entrevistados foram donas de casa entre 25 e 40 anos, a partir da pesquisa constatou-se que a coleta de lixo era realizada 2 vezes por semana, não há coleta seletiva, a maioria dos moradores não possuem compartimento ( cestos e lixeiras) adequado para depositar o lixo, então ocorre ataque por animais que rasgam os sacos e quando chove o lixo é levado pela água gerando acumulo nas ruas.
É necessária uma campanha de conscientização quanto aos cuidados com o lixo para minimizar suas conseqüências, pois atrai insetos e roedores transmissores de doença e suja as ruas. O lixo tem varias aplicações e aproveitamento, e isto deveria ser de conhecimento da população, difundindo os benefícios da reciclagem do lixo os moradores vão colaborar para a preservação do bairro e do meio ambiente. Para trazer mais informações sobre os cuidados e utilização do lixo as instituições como o SLU, administração regional e universidades deveriam intensificar de forma coordenada ações para possibilitar a coleta seletiva e esclarecimento sobre a problemática do lixo apontando suas causas e soluções.


Notícia na Íntegra:


Brasília recebeu a visita de um grupo de arquitetos espanhóis denominados Basurama. A equipe desenvolve projetos a partir do lixo e afirma que os resíduos de cada cidade podem dizer muito sobre a mesma. O grupo participou de uma série de seis oficinas de arte oferecidas pelo Instituto Cervantes em parceria com o programa Protejo (Ministério da Justiça) e a Central Única de Favelas (Cufa). Esse projeto tem a intenção de promover a auto-estima dos adolescentes de Arapoanga, Itapuã e Estrutural. Em geral o Basurama utiliza o lixo local para transformar em arte, mas como só tinham 2 dias para desenvolver o trabalho em cada cidade ensinaram os jovens a desenhar com a utilização de técnica de stencil e impressão em cartazes. Os símbolos de cada cidade foram os temas abordados nas tarefas. Os participantes demonstraram muita euforia com a atividade, expressaram seus sentimentos através dos desenhos e os trabalho foram fixados em locais de grande circulação de cada cidade.